{"id":624,"date":"2015-10-28T17:27:43","date_gmt":"2015-10-28T17:27:43","guid":{"rendered":"http:\/\/www2.cremeb.org.br\/wordpress\/?p=624"},"modified":"2015-11-20T17:29:32","modified_gmt":"2015-11-20T17:29:32","slug":"avc-desconhecimentode-e-problema-entre-brasileiros","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cremeb.org.br\/index.php\/noticias\/avc-desconhecimentode-e-problema-entre-brasileiros\/","title":{"rendered":"AVC: desconhecimentode \u00e9 problema entre brasileiros"},"content":{"rendered":"<p>O brasileiro n\u00e3o sabe quais s\u00e3o os principais sintomas do Acidente Vascular Cerebral (AVC), popularmente conhecido como derrame, o que dificulta sua identifica\u00e7\u00e3o em caso de ocorr\u00eancia e pode comprometer a rapidez necess\u00e1ria para se fazer o diagn\u00f3stico e se iniciar as etapas de tratamento em caso de crise aguda. Essa \u00e9 a principal conclus\u00e3o de uma pesquisa realizada pela Faculdade de Medicina da Santa Casa de S\u00e3o Paulo, que ao longo dos \u00faltimos anos tem aplicado question\u00e1rios junto \u00e0 popula\u00e7\u00e3o para medir o grau de percep\u00e7\u00e3o sobre a doen\u00e7a e os riscos que ela traz.<\/p>\n<p>Um dado que chama a aten\u00e7\u00e3o \u00e9 que de cada 10 entrevistados quase tr\u00eas n\u00e3o sabem identificar qualquer um dos sintomas e sinais relacionados ao AVC em sua fase aguda. Dos que citaram algum sinal, 40% mencionaram formigamento no rosto, bra\u00e7os ou pernas; 31% apontaram a dor de cabe\u00e7a s\u00fabita de causa desconhecida; 23% a tontura, dificuldades de locomo\u00e7\u00e3o e falta de equil\u00edbrio e coordena\u00e7\u00e3o; 22% elencaram a fraqueza nos membros inferiores e superiores; e 22% afirmaram que o doente apresenta confus\u00e3o mental e dificuldade de falar ou entender.<\/p>\n<p><strong>Desconhecimento &#8211;<\/strong> &#8220;Os sintomas s\u00e3o realmente esses, mas a dor de cabe\u00e7a, por exemplo, que est\u00e1 colocado como um dos principais sinais, n\u00e3o ocorre em todos os AVC e tamb\u00e9m pode indicar outra doen\u00e7a&#8221;, explicar o neurologista Marcel Simis, ligado ao Instituto de Medicina F\u00edsica e Reabilita\u00e7\u00e3o da Universidade de S\u00e3o Paulo e um dos coordenadores do estudo que este ano ter\u00e1 mais uma rodada no pr\u00f3ximo dia 29 de outubro. Na data, um grupo de estudantes de Medicina e de residentes de Neurologia v\u00e3o colher as impress\u00f5es da popula\u00e7\u00e3o sobre o tema em pontos de grande circula\u00e7\u00e3o do munic\u00edpio de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>Nos \u00faltimos dois anos, foram entrevistadas 623 pessoas, o que permite observar uma tend\u00eancia de comportamento a partir de uma amostra de conveni\u00eancia. O grupo foi questionado sobre pontos como, a capacidade de defini\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a, de identifica\u00e7\u00e3o de seus sintomas e da compreens\u00e3o sobre as medidas de preven\u00e7\u00e3o. Desses, 27% afirmaram n\u00e3o saber o que era o AVC ou derrame. &#8220;\u00c9 um percentual muito grande. At\u00e9 porque esta \u00e9 uma doen\u00e7a que vai atingir uma a cada seis pessoas. O ideal \u00e9 que todos saibam o que \u00e9 o AVC, pois a pessoa pode sofrer um, ou conhecer algu\u00e9m que venha a ser atingido&#8221;, afirma Simis.<\/p>\n<p><strong>Preven\u00e7\u00e3o &#8211;<\/strong> Sobre as medidas de preven\u00e7\u00e3o chamou a aten\u00e7\u00e3o no trabalho realizado o percentual significativo de pessoas (23%) que n\u00e3o sabem citar ao menos uma medida que ajuda a evitar o aparecimento do AVC. Por outro lado, o grupo que indicou conhecimento de algumas dessas atitudes foi capaz de relacionar nove delas. A mais citada foi a ado\u00e7\u00e3o de alimenta\u00e7\u00e3o saud\u00e1vel (56%). Na sequ\u00eancia, vieram: atividade f\u00edsica (50%); controle da press\u00e3o arterial (32%); evitar a gordura no sangue (18%); evitar o diabetes (9%); combater a obesidade (14%); evitar o fumo (21%); evitar o \u00e1lcool em excesso (15%) e combater o estresse (21%).<\/p>\n<p>As conclus\u00f5es com base em dados coletados em 2013 e 2014 tamb\u00e9m sugerem a dificuldade dos entrevistados em agir diante do problema. Para 32% deles a rea\u00e7\u00e3o diante de um AVC seria uma inc\u00f3gnita, pois n\u00e3o saberiam o que fazer caso algu\u00e9m pr\u00f3ximo tenha um. &#8220;Isso \u00e9 muito grave. Infelizmente, as pessoas t\u00eam uma tend\u00eancia a esperar que a dor passe e no caso do AVC n\u00e3o d\u00e1 para aguardar, pois quanto maior a demora, maior a regi\u00e3o do c\u00e9rebro a ser atingida&#8221;, alerta Simis. Dos que informaram uma atitude, 66% procurariam um pronto socorro e apenas 2,6% sabiam da import\u00e2ncia de consultar o rel\u00f3gio para anotar a que horas os sintomas come\u00e7aram. Essa pr\u00e1tica \u00e9 fundamental para que o m\u00e9dico seja informado a que horas o Acidente Vascular Cerebral come\u00e7ou a se manifestar, o que ser\u00e1 decisivo para a condu\u00e7\u00e3o do melhor tratamento.<\/p>\n<p>Apesar de terem poucas informa\u00e7\u00f5es sobre os sintomas e a preven\u00e7\u00e3o do AVC, a maioria dos entrevistados (78%) conhece algu\u00e9m que sofreu um AVC e 50% convivem com essas pessoas. &#8220;Mesmo convivendo com quem sofre as consequ\u00eancias do AVC, as pessoas sabem pouco sobre a doen\u00e7a&#8221;, constata Simis.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Fonte: CFM | Portal M\u00e9dico<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O brasileiro n\u00e3o sabe quais s\u00e3o os principais sintomas do Acidente Vascular Cerebral (AVC), popularmente conhecido como derrame, o que [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_expiration-date-status":"saved","_expiration-date":0,"_expiration-date-type":"","_expiration-date-categories":[],"_expiration-date-options":[]},"categories":[1],"tags":[],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.cremeb.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/624"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.cremeb.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.cremeb.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cremeb.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cremeb.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=624"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.cremeb.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/624\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":625,"href":"https:\/\/www.cremeb.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/624\/revisions\/625"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.cremeb.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=624"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cremeb.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=624"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cremeb.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=624"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}