{"id":45897,"date":"2025-08-28T20:51:27","date_gmt":"2025-08-28T23:51:27","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cremeb.org.br\/?p=45897"},"modified":"2026-03-24T18:14:55","modified_gmt":"2026-03-24T21:14:55","slug":"cfm-autoriza-uso-da-ozonioterapia-em-varios-tratamentos-medicos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cremeb.org.br\/index.php\/noticias\/cfm-autoriza-uso-da-ozonioterapia-em-varios-tratamentos-medicos\/","title":{"rendered":"CFM autoriza uso da ozonioterapia em v\u00e1rios tratamentos m\u00e9dicos"},"content":{"rendered":"<p>O Conselho Federal de Medicina (CFM) aprovou o uso da ozonioterapia para o tratamento de feridas e de dores muscoloesquel\u00e9ticas. \u00c9 o que estabelece a Resolu\u00e7\u00e3o CFM n\u00ba 2.445\/2025, que regulamenta o uso t\u00f3pico do procedimento e revoga resolu\u00e7\u00e3o anterior que tratava do tema. Pela nova norma, poder\u00e3o ser tratados com o ozonioterapia as \u00falceras venosas cr\u00f4nicas, arteriais isqu\u00eamicas e decorrentes do p\u00e9 diab\u00e9tico, al\u00e9m de feridas infecciosas agudas. A terapia tamb\u00e9m poder\u00e1 ser usada de forma adjuvante para o tratamento de osteoartrite de joelho e dom lombar por h\u00e9rnia de disco.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignleft wp-image-135881\" src=\"https:\/\/portal.cfm.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/Marcos-Aurelio-Martins-Ribeiro-2025-08-28T175525.865-300x157.png\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" srcset=\"https:\/\/portal.cfm.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/Marcos-Aurelio-Martins-Ribeiro-2025-08-28T175525.865-300x157.png 300w, https:\/\/portal.cfm.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/Marcos-Aurelio-Martins-Ribeiro-2025-08-28T175525.865-768x402.png 768w, https:\/\/portal.cfm.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/Marcos-Aurelio-Martins-Ribeiro-2025-08-28T175525.865.png 981w\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"314\" \/>A norma do CFM estabelece crit\u00e9rios t\u00e9cnicos, cl\u00ednicos e \u00e9ticos para garantir a seguran\u00e7a dos pacientes e a adequada pr\u00e1tica m\u00e9dica. A indica\u00e7\u00e3o de ozonioterapia \u00e9 ato m\u00e9dico exclusivo e deve ser precedida, obrigatoriamente, do diagn\u00f3stico nosol\u00f3gico. \u201cO m\u00e9dico deve estar plenamente capacitado para realizar o diagn\u00f3stico diferencial das feridas, pois a habilidade de distinguir uma les\u00e3o isqu\u00eamica de uma infectada \u2013 ou especialmente, de uma neopl\u00e1sica \u2013 \u00e9 o que vai garantir a indica\u00e7\u00e3o correta do tratamento e a preven\u00e7\u00e3o de danos graves ao paciente, evitando o uso em condi\u00e7\u00f5es contraindicadas\u201d, refor\u00e7a o relator da Resolu\u00e7\u00e3o CFM n\u00ba 2.445\/2025, Diogo Sampaio. A norma do CFM pro\u00edbe o uso da ozonioterapia para o tratamento de c\u00e2nceres, exceto em contexto de pesquisa cl\u00ednica formalmente aprovada.<\/p>\n<p>A ozonioterapia \u00e9 uma interven\u00e7\u00e3o que utiliza uma mistura de oxig\u00eanio e oz\u00f4nio, g\u00e1s com capacidade oxidativa controlada, e apresenta potenciais efeitos antimicrobianos, moduladores da resposta inflamat\u00f3ria e de est\u00edmulo \u00e0 oxigena\u00e7\u00e3o tecidual. A Resolu\u00e7\u00e3o ressalta que estudos\u00a0<em>in vitro\u00a0<\/em>e pr\u00e9-cl\u00ednicos demonstram que o oz\u00f4nio pode promover a ativa\u00e7\u00e3o de fatores de crescimento, melhorar a fun\u00e7\u00e3o leucocit\u00e1ria e atuar contra microrganismos, incluindo bact\u00e9rias, v\u00edrus e fungos, o que confere plausibilidade biol\u00f3gica a seu uso no tratamento de feridas. Para esta finalidade, preconiza-se a via de administra\u00e7\u00e3o t\u00f3pica, sendo a mais estudada e mais segura.<\/p>\n<p>Para o tratamento de \u00falceras de p\u00e9 diab\u00e9tico, \u00falceras arteriais isqu\u00eamicas, feridas infecciosas agudas e \u00falceras venosas cr\u00f4nicas, a Resolu\u00e7\u00e3o CFM n\u00ba 2.445\/2025 estabelece que a terapia deve ser feita exclusivamente por meio de t\u00e9cnicas seguras, como bolsa pl\u00e1stica herm\u00e9tica (ozone bagging), \u00f3leo ou pomada ozonizada, em ambientes m\u00e9dicos adequados e com protocolos baseados nas evid\u00eancias cient\u00edficas dispon\u00edveis.<\/p>\n<p>O CFM tamb\u00e9m libera a ozonioterapia como terapia m\u00e9dica auxiliar no tratamento de duas condi\u00e7\u00f5es espec\u00edficas de dor musculoesquel\u00e9tica: osteoartrite de joelho, por meio de inje\u00e7\u00e3o intra-articular, em cl\u00ednicas especializadas ou consult\u00f3rios m\u00e9dicos com infraestrutura adequada; e dor lombar por h\u00e9rnia de disco, por meio de inje\u00e7\u00f5es paravertebrais ou intradiscais, em ambiente hospitalar com t\u00e9cnica ass\u00e9ptica rigorosa e orienta\u00e7\u00e3o por imagem.<\/p>\n<p>De acordo com a norma, a realiza\u00e7\u00e3o de ozonioterapia exige equipamento gerador de oz\u00f4nio medicinal devidamente certificado e regularizado pela Ag\u00eancia Nacional de Vigil\u00e2ncia Sanit\u00e1ria (Anvisa). O m\u00e9dico respons\u00e1vel dever\u00e1 manter registro sistem\u00e1tico em prontu\u00e1rio, detalhando a indica\u00e7\u00e3o, a t\u00e9cnica utilizada, a concentra\u00e7\u00e3o de oz\u00f4nio, o tempo de exposi\u00e7\u00e3o ou volume injetado, a frequ\u00eancia das aplica\u00e7\u00f5es e os desfechos cl\u00ednicos observados.<\/p>\n<p>O presidente do CFM, Jos\u00e9 Hiran Gallo, avalia que a medida representa um marco regulat\u00f3rio importante, pois define crit\u00e9rios claros para a pr\u00e1tica respons\u00e1vel da ozonioterapia, alinhando a medicina brasileira \u00e0s melhores evid\u00eancias cient\u00edficas e protegendo a sa\u00fade da popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Estudos cient\u00edficos \u2013<\/strong>\u00a0Diogo Sampaio afirma que a norma \u00e9 resultado de um extenso e criterioso processo de reavalia\u00e7\u00e3o da ozonioterapia, cujas solicita\u00e7\u00f5es de reconhecimento remontam a 2011. Segundo ele, a regulamenta\u00e7\u00e3o se faz no contexto da Lei Federal n\u00ba 14.648\/2023, que autorizou a ozonioterapia como procedimento de car\u00e1ter complementar em todo o territ\u00f3rio nacional, ressalvando a compet\u00eancia dos conselhos de fiscaliza\u00e7\u00e3o profissional para normatizar tais pr\u00e1ticas.<\/p>\n<p>\u201cRepresenta, portanto, o cumprimento do dever do CFM de definir os crit\u00e9rios, indica\u00e7\u00f5es e limites para a pr\u00e1tica segura do ato por m\u00e9dicos, ap\u00f3s anos em que o procedimento foi mantido em car\u00e1ter experimental e diante da necessidade de nova an\u00e1lise \u00e0 luz das evid\u00eancias cient\u00edficas atuais. O Departamento de Ci\u00eancia e Pesquisa do CFM foi incumbido de realizar estudo aprofundado\u201d, conta.<\/p>\n<p>Segundo Sampaio, ao inv\u00e9s de avaliar ozonioterapia de forma gen\u00e9rica, o departamento concentrou-se na an\u00e1lise de desfechos cl\u00ednicos controlados para indica\u00e7\u00f5es espec\u00edficas, notadamente o tratamento de diferentes tipos de feridas e dores musculoesquel\u00e9ticas, garantindo maior precis\u00e3o na avalia\u00e7\u00e3o de efic\u00e1cia e seguran\u00e7a para cada cen\u00e1rio cl\u00ednico. Para ele, a robustez da an\u00e1lise se baseou em busca sistem\u00e1tica e abrangente da literatura cient\u00edfica, conduzida em bases de dados de prest\u00edgio como\u00a0<em>PubMed\/Medline, Cochrane Library, Embase, Scopus e Web of Science. \u201c<\/em>\u00c9 com base nessa an\u00e1lise criteriosa e segmentada que o CFM agora tem os subs\u00eddios necess\u00e1rios para regulamentar a pr\u00e1tica\u201d, resumiu.<\/p>\n<p><em>Fonte: CFM | Portal M\u00e9dico<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Conselho Federal de Medicina (CFM) aprovou o uso da ozonioterapia para o tratamento de feridas e de dores muscoloesquel\u00e9ticas. [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":39,"featured_media":45898,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_expiration-date-status":"","_expiration-date":0,"_expiration-date-type":"","_expiration-date-categories":[],"_expiration-date-options":[]},"categories":[1,86,52],"tags":[],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.cremeb.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/45897"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.cremeb.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.cremeb.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cremeb.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/39"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cremeb.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=45897"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.cremeb.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/45897\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":45899,"href":"https:\/\/www.cremeb.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/45897\/revisions\/45899"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cremeb.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/45898"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.cremeb.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=45897"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cremeb.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=45897"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cremeb.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=45897"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}