{"id":35627,"date":"2022-05-10T18:09:05","date_gmt":"2022-05-10T18:09:05","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cremeb.org.br\/?p=35627"},"modified":"2022-05-11T14:17:32","modified_gmt":"2022-05-11T14:17:32","slug":"professora-emerita-da-ufba-dra-achilea-bittencourt-recebe-premio-internacional-pelos-trabalhos-sobre-htlv-1","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cremeb.org.br\/index.php\/noticias\/professora-emerita-da-ufba-dra-achilea-bittencourt-recebe-premio-internacional-pelos-trabalhos-sobre-htlv-1\/","title":{"rendered":"Professora em\u00e9rita da UFBA, Dra. Achilea Bittencourt recebe pr\u00eamio internacional pelos trabalhos sobre HTLV-1"},"content":{"rendered":"<p>H\u00e1 mais de 30 anos, a m\u00e9dica patologista e professora em\u00e9rita da Universidade Federal da Bahia (UFBA), Dra. Achilea Lisboa Bittencourt, dedica-se voluntariamente \u00e0s pesquisas sobre infec\u00e7\u00f5es pelo HTLV-1 (<em>v\u00edrus linfotr\u00f3pico<\/em>\u00a0de\u00a0<em>c\u00e9lulas T humanas do tipo 1<\/em>), e a sua obra j\u00e1 influenciou a cria\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas de sa\u00fade na assist\u00eancia a popula\u00e7\u00e3o de baixa renda portadora do v\u00edrus. Ontem (9), mais um cap\u00edtulo foi escrito nessa inspiradora trajet\u00f3ria de aten\u00e7\u00e3o aos mais necessitados: a m\u00e9dica recebeu o pr\u00eamio IRVA Clinical Award 2022. A honraria comp\u00f5e a programa\u00e7\u00e3o da 20\u00aa Confer\u00eancia Internacional de Retrovirologia, realizada em Melbourne, na Austr\u00e1lia, com organiza\u00e7\u00e3o da Associa\u00e7\u00e3o Internacional de Retrovirologia.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-medium wp-image-35632\" src=\"https:\/\/www.cremeb.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/lsp_44f4c07fd1035089a18361586b979828_100522-122702-402x268.jpeg\" alt=\"\" width=\"402\" height=\"268\" srcset=\"https:\/\/www.cremeb.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/lsp_44f4c07fd1035089a18361586b979828_100522-122702-402x268.jpeg 402w, https:\/\/www.cremeb.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/lsp_44f4c07fd1035089a18361586b979828_100522-122702-150x100.jpeg 150w, https:\/\/www.cremeb.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/lsp_44f4c07fd1035089a18361586b979828_100522-122702.jpeg 403w\" sizes=\"(max-width: 402px) 100vw, 402px\" \/><\/p>\n<p>&#8220;Eu fiquei, primeiramente, muito surpresa quando chegou a not\u00edcia. A minha indica\u00e7\u00e3o para o pr\u00eamio partiu do colega Dr. Johan Van Weyenbergh, tamb\u00e9m pesquisador, mas eu n\u00e3o espera tanto reconhecimento. Depois a sensa\u00e7\u00e3o foi de felicidade, j\u00e1 que parte de uma entidade internacionalmente reconhecida&#8221;, contou Dra. Achilea. Apaixonada pela pesquisa, ela deixa um recado para a nova gera\u00e7\u00e3o de m\u00e9dicos: &#8220;estudem, aproveitem que as possibilidades de se informar s\u00e3o mais abrangentes hoje em dia e busquem conhecimento, seja numa especializa\u00e7\u00e3o, em um est\u00e1gio ou questionando os seus professores mestres, mas nunca deixem de buscar novas ajudas&#8221;.<\/p>\n<p>Na sua carta de agradecimento pelo pr\u00eamio, compartilhada com exclusividade ao Conselho Regional de Medicina do Estado da Bahia (Cremeb), a pesquisadora conta que decidiu se dedicar ao tema ap\u00f3s identificar a carga de preval\u00eancia dessa infec\u00e7\u00e3o na popula\u00e7\u00e3o pobre da Bahia e Maranh\u00e3o. Com o acompanhamento de gestantes afetadas pelo HTLV-1, por exemplo, a sua viv\u00eancia identifica que a maioria das pacientes sequer conheciam a exist\u00eancia do v\u00edrus. Os seus estudos j\u00e1 influenciaram uma pol\u00edtica p\u00fablica estadual de triagem pr\u00e9-natal e fornecimento gratuito de f\u00f3rmula l\u00e1ctea para beb\u00eas nascidos de m\u00e3es infectadas, e a cria\u00e7\u00e3o de um programa de triagem espec\u00edfica para identifica\u00e7\u00e3o do v\u00edrus na gravidez, sendo a Bahia o \u00fanico estado do Brasil com esse programa.<\/p>\n<p>Nascida em uma fam\u00edlia de m\u00e9dicos do Estado do Maranh\u00e3o, Dra. Achilea Bittencourt cresceu vendo seu pai dedicar a vida profissional \u00e0 luta contra doen\u00e7as tropicais. &#8220;N\u00e3o era comum mulheres jovens viajarem para o exterior para estudar medicina em meados do s\u00e9culo 19, mas consegui me formar em Medicina em 1957, na Universidade Federal da Bahia&#8221;, registra a m\u00e9dica e professora, que lecionou sobre patologia tropical na mesma universidade onde graduou-se. &#8220;Estou agora com 89 anos e ainda desejo ver o dia em que vacinas ou medicamentos eficazes estar\u00e3o dispon\u00edveis para melhorar a qualidade de vida de nossos pacientes&#8221;, finaliza a carta, Dra. Achilea Bittencourt.<\/p>\n<p>Antes de se debru\u00e7ar nas pesquisas sobre HTVL-1, dedicou-se aos estudos sobre infec\u00e7\u00f5es cong\u00eanitas, tema da publica\u00e7\u00e3o de um livro da sua autoria na d\u00e9cada de 90. Na sua fam\u00edlia, s\u00e3o poucos os que n\u00e3o optaram pela Medicina, tendo como refer\u00eancia na profiss\u00e3o o seu pai, um tio, o marido, o irm\u00e3o, dois filhos, dois sobrinhos e uma neta: todos eles m\u00e9dicos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>H\u00e1 mais de 30 anos, a m\u00e9dica patologista e professora em\u00e9rita da Universidade Federal da Bahia (UFBA), Dra. 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