{"id":35436,"date":"2022-03-30T12:54:31","date_gmt":"2022-03-30T12:54:31","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cremeb.org.br\/?p=35436"},"modified":"2022-04-14T13:45:32","modified_gmt":"2022-04-14T13:45:32","slug":"cfm-regulamenta-a-cirurgia-robotica-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cremeb.org.br\/index.php\/noticias\/cfm-regulamenta-a-cirurgia-robotica-no-brasil\/","title":{"rendered":"CFM regulamenta a cirurgia rob\u00f3tica no Brasil"},"content":{"rendered":"<p>A cirurgia rob\u00f3tica deve ser realizada em um hospital capacitado para atender alta complexidade e por, no m\u00ednimo, dois cirurgi\u00f5es: um operando remotamente e outro ao lado do paciente, al\u00e9m do restante da equipe, como anestesista e enfermeiros. \u00c9 o que estabelece a Resolu\u00e7\u00e3o CFM n\u00ba 2.311\/2022, publicada esta semana, que estabelece os crit\u00e9rios para realiza\u00e7\u00e3o desse tipo de procedimento. O texto tamb\u00e9m indica em quais locais eles podem ser feitos e quais s\u00e3o as compet\u00eancias exigidas do cirurgi\u00e3o em cirurgia rob\u00f3tica.<\/p>\n<p>Acesse\u00a0<a href=\"https:\/\/sistemas.cfm.org.br\/normas\/visualizar\/resolucoes\/BR\/2022\/2311\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">aqui<\/a>\u00a0a Resolu\u00e7\u00e3o CFM n\u00ba 2.311\/2022.<\/p>\n<p>A Resolu\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m estabelece os crit\u00e9rios para forma\u00e7\u00e3o do cirurgi\u00e3o neste tipo de procedimento. Na Resolu\u00e7\u00e3o, o CFM n\u00e3o restringiu quem poder\u00e1 capacitar os profissionais, mas estabeleceu os crit\u00e9rios que dever\u00e3o ser obedecidos. \u201cN\u00e3o estabelecemos que sociedade m\u00e9dica A ou B ter\u00e1 a titularidade para realizar a capacita\u00e7\u00e3o. O importante \u00e9 que o m\u00e9dico desenvolva as compet\u00eancias necess\u00e1rias para operar o rob\u00f4 sem colocar em risco a seguran\u00e7a do paciente. E, para tanto, ter\u00e1 de realizar determinadas horas de treinamento, al\u00e9m de outros pr\u00e9-requisitos\u201d, explica o relator da Resolu\u00e7\u00e3o, Mauro Ribeiro.<\/p>\n<p><strong>Treinamento \u2013<\/strong>\u00a0A capacita\u00e7\u00e3o pode ser feita, por exemplo, nas Resid\u00eancias M\u00e9dicas, pelas sociedades de especialidade, por hospitais ou por um cirurgi\u00e3o instrutor. Para se capacitar, o cirurgi\u00e3o dever\u00e1 realizar um treinamento b\u00e1sico e outro avan\u00e7ado. Na primeira fase, al\u00e9m de realizar atividades on-line e assistir v\u00eddeos de cirurgias rob\u00f3ticas em ambiente virtual, dever\u00e1 acompanhar presencialmente dez cirurgias rob\u00f3ticas, sendo pelo menos tr\u00eas na especialidade cir\u00fargica espec\u00edfica em que deseja atuar.<\/p>\n<p>O candidato tamb\u00e9m dever\u00e1 fazer, no m\u00ednimo, 20 horas em um simulador e participar de uma simula\u00e7\u00e3o de cirurgia, que deve durar no m\u00ednimo 2 horas. Nesse per\u00edodo ele desenvolve as habilidades psicomotoras para manejar o rob\u00f4.\u00a0 No treinamento avan\u00e7ado, o m\u00e9dico em treinamento deve realizar pelo menos dez cirurgias rob\u00f3ticas na especialidade em que deseja atuar, acompanhado por um cirurgi\u00e3o instrutor. Ap\u00f3s realizar os procedimentos, ele ainda deve passar por uma avalia\u00e7\u00e3o do cirurgi\u00e3o-instrutor em cirurgia rob\u00f3tica, que atestar\u00e1 a capacidade do profissional. Passada essa fase, poder\u00e1 come\u00e7ar a operar remotamente.<\/p>\n<p>Para se capacitar como cirurgi\u00e3o-instrutor e, portanto, apto a treinar outros profissionais, o m\u00e9dico dever\u00e1 ter realizado 50 cirurgias rob\u00f3ticas na condi\u00e7\u00e3o de cirurgi\u00e3o principal, manejando o rob\u00f4.\u00a0 Mauro Ribeiro acredita que, com o tempo, a cirurgia rob\u00f3tica estar\u00e1 t\u00e3o popularizada, que a capacita\u00e7\u00e3o far\u00e1 parte da grade de disciplinas das resid\u00eancias m\u00e9dicas, como ocorre hoje com a videolaparoscopia.<\/p>\n<p><strong>Seguran\u00e7a \u2013<\/strong>\u00a0A Resolu\u00e7\u00e3o do CFM define a cirurgia rob\u00f3tica como modalidade minimamente invasiva de tratamento cir\u00fargico, que pode ser realizado de forma aberta ou combinada. \u00c9 um procedimento de alta complexidade, que deve ser usado para o tratamento de doen\u00e7as em que j\u00e1 se tenha comprovada sua efic\u00e1cia e seguran\u00e7a. As cirurgias dever\u00e3o ser realizadas em hospitais que tenham Servi\u00e7os Especializados de Cirurgia Rob\u00f3tica e devem atender a todas as normas de seguran\u00e7a previstas pela Anvisa e pelo CFM.<\/p>\n<p>O procedimento s\u00f3 poder\u00e1 ser realizado por m\u00e9dico que tenha Registro de Qualifica\u00e7\u00e3o de Especialista (RQE) registrado no CFM na \u00e1rea cir\u00fargica relacionada ao procedimento. Al\u00e9m disso, o cirurgi\u00e3o dever\u00e1 ter passado por treinamento espec\u00edfico em cirurgia rob\u00f3tica durante a resid\u00eancia m\u00e9dica ou ter realizado a capacita\u00e7\u00e3o espec\u00edfica prevista na Resolu\u00e7\u00e3o do CFM n\u00ba 2.311\/22.<\/p>\n<p>A responsabilidade do procedimento \u00e9 do cirurgi\u00e3o principal, que far\u00e1 o manejo do rob\u00f4, mas o cirurgi\u00e3o auxiliar, que ficar\u00e1 ao lado do paciente, dever\u00e1 ter capacidade para assumir a interven\u00e7\u00e3o cir\u00fargica em situa\u00e7\u00e3o emergencial ou em ocorr\u00eancias n\u00e3o previstas, como falha no equipamento rob\u00f3tico ou problemas de conex\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Estrutura \u2013<\/strong>\u00a0A Resolu\u00e7\u00e3o do CFM normatiza a telecirurgia rob\u00f3tica, desde que algumas condi\u00e7\u00f5es sejam obedecidas: os locais dever\u00e3o oferecer estrutura adequada e segura de funcionamento do equipamento, banda de comunica\u00e7\u00e3o eficiente e redundante, estabilidade no fornecimento de energia el\u00e9trica e seguran\u00e7a eficiente contra v\u00edrus ou invas\u00e3o de hackers.<\/p>\n<p>A primeira cirurgia rob\u00f3tica realizada no Brasil aconteceu em 2008. Ap\u00f3s 13 anos, o n\u00famero de procedimentos vem crescendo gradativamente e se expandindo para diversas especialidades cir\u00fargicas. A pr\u00e1tica, no entanto, carecia de normatiza\u00e7\u00e3o \u00e9tica, principalmente em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 capacita\u00e7\u00e3o, que hoje \u00e9 oferecida por empresas detentoras dos rob\u00f4s. Os m\u00e9dicos tamb\u00e9m buscavam se capacitar em outros pa\u00edses, como os Estados Unidos.\u00a0 Com esta Resolu\u00e7\u00e3o, o CFM supre uma lacuna, estabelecendo regras para a capacita\u00e7\u00e3o dos profissionais e crit\u00e9rios para a realiza\u00e7\u00e3o das cirurgias.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Vantagens da cirurgia rob\u00f3tica para o paciente<\/strong><\/p>\n<p>\u2013 Diminui\u00e7\u00e3o da perda de sangue;<\/p>\n<p>\u2013 Menor tempo de interna\u00e7\u00e3o;<\/p>\n<p>\u2013 Cicatrizes menores devido a n\u00e3o necessidade de incis\u00f5es amplas;<\/p>\n<p>\u2013 Redu\u00e7\u00e3o da dor e da necessidade de medica\u00e7\u00e3o prolongada;<\/p>\n<p>\u2013 Recupera\u00e7\u00e3o mais r\u00e1pida e com menos complica\u00e7\u00f5es;<\/p>\n<p>\u2013 Menor risco de infec\u00e7\u00e3o;<\/p>\n<p>\u2013 Redu\u00e7\u00e3o da necessidade de procedimentos adicionais.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>Vantagens da cirurgia rob\u00f3tica para o m\u00e9dico<\/strong><\/p>\n<p>\u2013 Proporciona melhor visualiza\u00e7\u00e3o;<\/p>\n<p>\u2013 Permite movimentos mec\u00e2nicos com maior grau de liberdade;<\/p>\n<p>-Diminui\u00e7\u00e3o a fadiga ou tens\u00e3o nas articula\u00e7\u00f5es devido ao design ergon\u00f4mico do rob\u00f4.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Fonte: CFM | Portal M\u00e9dico<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A cirurgia rob\u00f3tica deve ser realizada em um hospital capacitado para atender alta complexidade e por, no m\u00ednimo, dois cirurgi\u00f5es: [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":25704,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_expiration-date-status":"saved","_expiration-date":0,"_expiration-date-type":"","_expiration-date-categories":[],"_expiration-date-options":[]},"categories":[1,28,52],"tags":[],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.cremeb.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/35436"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.cremeb.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.cremeb.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cremeb.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cremeb.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=35436"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/www.cremeb.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/35436\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":35438,"href":"https:\/\/www.cremeb.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/35436\/revisions\/35438"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cremeb.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/25704"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.cremeb.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=35436"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cremeb.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=35436"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cremeb.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=35436"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}