{"id":23258,"date":"2019-04-10T16:40:16","date_gmt":"2019-04-10T16:40:16","guid":{"rendered":"http:\/\/www.cremeb.org.br\/?p=23258"},"modified":"2019-04-15T16:41:14","modified_gmt":"2019-04-15T16:41:14","slug":"tribunal-superior-do-trabalho-ratifica-resolucao-cfm-sobre-a-cid","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cremeb.org.br\/index.php\/noticias\/tribunal-superior-do-trabalho-ratifica-resolucao-cfm-sobre-a-cid\/","title":{"rendered":"Tribunal Superior do Trabalho ratifica Resolu\u00e7\u00e3o CFM sobre a CID"},"content":{"rendered":"<p>O Tribunal Superior do Trabalho (TST) manteve a nulidade de cl\u00e1usula coletiva que previa a obrigatoriedade da informa\u00e7\u00e3o sobre a Classifica\u00e7\u00e3o Internacional de Doen\u00e7as (CID) como requisito para a validade do atestado m\u00e9dico e para o abono de faltas para empregados. Por maioria, os ministros entenderam que a cl\u00e1usula viola garantias constitucionais.<\/p>\n<p>\u201cEssa decis\u00e3o \u00e9 uma vit\u00f3ria da cidadania, pois, refor\u00e7a que a intimidade do paciente \u00e9 um direito preservado tanto pelos m\u00e9dicos quanto pela justi\u00e7a. O sigilo \u00e9 um compromisso \u00e9tico milenar que embasa toda rela\u00e7\u00e3o m\u00e9dico-paciente,\u00a0 constru\u00edda a partir da confian\u00e7a\u201d, destacou o 2\u00ba vice-presidente do CFM, Jec\u00e9 Brand\u00e3o.<\/p>\n<p>A decis\u00e3o foi tomada em julgamento de recurso a decis\u00e3o em que o Tribunal Regional do Trabalho da 8\u00aa Regi\u00e3o (PA-AP), que havia acolhido pedido do Minist\u00e9rio P\u00fablico do Trabalho (MPT) de anula\u00e7\u00e3o da cl\u00e1usula do acordo firmado entre o Sindicato dos Trabalhadores na Ind\u00fastria da Alimenta\u00e7\u00e3o no Estado do Par\u00e1 e do Amap\u00e1 e a Merc\u00fario Alimentos S\/A, de Xinguara (PA).<\/p>\n<p>O TRT entendeu que a cl\u00e1usula coletiva contrariava duas normas do Conselho Federal de Medicina (CFM): a Resolu\u00e7\u00e3o n\u00ba 1.658\/2002, que trata da presun\u00e7\u00e3o de veracidade do atestado e da necessidade de anu\u00eancia do paciente para a informa\u00e7\u00e3o do CID, e a\u00a0<strong><a href=\"https:\/\/sistemas.cfm.org.br\/normas\/visualizar\/resolucoes\/BR\/2007\/1819\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Resolu\u00e7\u00e3o n\u00ba 1.819\/2007<\/a><\/strong>, que veda ao m\u00e9dico o preenchimento dos campos referentes ao CID nas guias de consulta e solicita\u00e7\u00e3o de exames das operadoras de planos de sa\u00fade.<\/p>\n<p>Segundo o TRT, &#8220;o sigilo na rela\u00e7\u00e3o m\u00e9dico-paciente \u00e9 um direito inalien\u00e1vel do paciente, cabendo ao m\u00e9dico a sua prote\u00e7\u00e3o e guarda&#8221;. No julgamento do recurso interposto pelo sindicato, a relatora, ministra K\u00e1tia Magalh\u00e3es Arruda, reconheceu a import\u00e2ncia de o empregador conhecer o estado de sa\u00fade do empregado, mas ressaltou que a exig\u00eancia do CID como condi\u00e7\u00e3o para a validade dos atestados fere direitos fundamentais. Segundo ela, a imposi\u00e7\u00e3o constitucional de reconhecimento das conven\u00e7\u00f5es e acordos coletivos de trabalho &#8220;n\u00e3o concede liberdade negocial absoluta para os sujeitos coletivos, que devem sempre respeitar certos par\u00e2metros protetivos das rela\u00e7\u00f5es de trabalho e do pr\u00f3prio trabalhador&#8221;.<\/p>\n<p>Na a\u00e7\u00e3o, o MPT sustentava que o conte\u00fado do atestado emitido por m\u00e9dico legalmente habilitado tem presun\u00e7\u00e3o de veracidade para a comprova\u00e7\u00e3o a que se destina e s\u00f3 pode ser recusado em caso de discord\u00e2ncia fundamentada por m\u00e9dico ou perito.<\/p>\n<p>A argumenta\u00e7\u00e3o pontuou que o m\u00e9dico somente deve informar o CID por solicita\u00e7\u00e3o do paciente. Assim, a exig\u00eancia da informa\u00e7\u00e3o transgride os princ\u00edpios de prote\u00e7\u00e3o ao trabalhador, viola as normas de \u00e9tica m\u00e9dica e o direito \u00e0 inviolabilidade da intimidade, da vida privada, da honra e da imagem.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Fonte: CFM | Portal M\u00e9dico (c<em>om informa\u00e7\u00f5es do TST)<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Tribunal Superior do Trabalho (TST) manteve a nulidade de cl\u00e1usula coletiva que previa a obrigatoriedade da informa\u00e7\u00e3o sobre a [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_expiration-date-status":"saved","_expiration-date":0,"_expiration-date-type":"","_expiration-date-categories":[],"_expiration-date-options":[]},"categories":[1],"tags":[],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.cremeb.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/23258"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.cremeb.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.cremeb.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cremeb.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cremeb.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=23258"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.cremeb.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/23258\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":23259,"href":"https:\/\/www.cremeb.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/23258\/revisions\/23259"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.cremeb.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=23258"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cremeb.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=23258"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cremeb.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=23258"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}