{"id":18931,"date":"2018-06-29T16:30:59","date_gmt":"2018-06-29T16:30:59","guid":{"rendered":"http:\/\/www.cremeb.org.br\/?p=18931"},"modified":"2018-09-28T19:05:00","modified_gmt":"2018-09-28T19:05:00","slug":"18931","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cremeb.org.br\/index.php\/noticias\/18931\/","title":{"rendered":"Nota de rep\u00fadio sobre mat\u00e9ria da revista Superinteressante"},"content":{"rendered":"<p>O Conselho Regional de Medicina do Estado da Bahia (Cremeb), em respeito aos seus 32 mil jurisdicionados, e com o apoio da Associa\u00e7\u00e3o Bahiana de Medicina (ABM) e do Sindicato dos M\u00e9dicos do Estado da Bahia (Sindimed), manifesta publicamente a sua repulsa em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 mat\u00e9ria \u201cErro m\u00e9dico \u2013 ele \u00e9 mais comum do que voc\u00ea pensa\u201d, publicada na revista Superinteressante, edi\u00e7\u00e3o n\u00ba 391, de julho de 2018. A publica\u00e7\u00e3o, de forma maliciosa e sensacionalista, tenta responsabilizar apenas a categoria por problemas que v\u00e3o muito al\u00e9m do atendimento m\u00e9dico, ou seja, por falhas da assist\u00eancia \u00e0 sa\u00fade.<\/p>\n<p>Em tempos onde a popula\u00e7\u00e3o brasileira sofre nas filas das unidades de sa\u00fade \u00e9 inadmiss\u00edvel que formadores de opini\u00e3o n\u00e3o tenham a responsabilidade e o cuidado necess\u00e1rios de abordar assuntos t\u00e3o complexos como \u00e9 a assist\u00eancia \u00e0 sa\u00fade. Os m\u00e9dicos, assim como os pacientes, tamb\u00e9m s\u00e3o v\u00edtimas do processo, seja quando n\u00e3o h\u00e1 um local adequado para atend\u00ea-los, quando faltam leitos de UTI e o m\u00e9dico precisa decidir quem ter\u00e1 prioridade e mais chances de sobreviver. Diferentemente do citado na mat\u00e9ria, o acesso a \u201cferramentas t\u00e3o avan\u00e7adas\u201d \u00e9 uma realidade distante dos m\u00e9dicos e da popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Como se n\u00e3o bastasse a falta de infraestrutura adequada, os m\u00e9dicos, que est\u00e3o na linha de frente do atendimento, costumam ser penalizados tamb\u00e9m por problemas que atingem os profissionais e processos envolvidos na assist\u00eancia ao paciente. Reconhecendo isso, a Organiza\u00e7\u00e3o Mundial de Sa\u00fade (OMS) e o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade focam as a\u00e7\u00f5es para garantir a seguran\u00e7a do paciente em medidas que envolvem desde a equipe multiprofissional \u00e0s condi\u00e7\u00f5es de trabalho e rotinas assistenciais. Nenhuma destas medidas depende exclusivamente do m\u00e9dico.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, a mat\u00e9ria faz um desservi\u00e7o \u00e0 popula\u00e7\u00e3o quando utiliza dados que s\u00e3o facilmente question\u00e1veis, a exemplo da OMS afirmar que \u201cum em cada 300 pacientes morre por consequ\u00eancia de erro m\u00e9dico\u201d. Sabemos que a maioria das unidades de sa\u00fade no Brasil n\u00e3o disp\u00f5e de uma comiss\u00e3o de revis\u00e3o de \u00f3bito. Na Bahia, apesar das promessas do governo estadual, ainda n\u00e3o h\u00e1 um Servi\u00e7o de Verifica\u00e7\u00e3o de \u00d3bitos (SVO) ativo e a maioria das mortes acabam n\u00e3o tendo comprova\u00e7\u00e3o da causa.<\/p>\n<p>Em tempo, o Cremeb ratifica que est\u00e1 \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o da sociedade para apurar supostas den\u00fancias de infra\u00e7\u00f5es \u00e9ticas cometidas por m\u00e9dicos. A institui\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m se prontifica a contribuir com a imprensa para evitar que equ\u00edvocos sejam cometidos por falta de informa\u00e7\u00e3o ou interpreta\u00e7\u00f5es erradas. Quanto \u00e0 mat\u00e9ria sensacionalista, s\u00f3 temos a protestar, uma vez que, da forma com que o assunto foi abordado, tende a aumentar a sensa\u00e7\u00e3o de inseguran\u00e7a dos pacientes e n\u00e3o aponta os verdadeiros problemas e respons\u00e1veis pelas falhas nos cuidados da sa\u00fade da popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Conselho Regional de Medicina do Estado da Bahia (Cremeb), em respeito aos seus 32 mil jurisdicionados, e com o [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":18932,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_expiration-date-status":"saved","_expiration-date":0,"_expiration-date-type":"","_expiration-date-categories":[],"_expiration-date-options":[]},"categories":[1],"tags":[],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.cremeb.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18931"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.cremeb.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.cremeb.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cremeb.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cremeb.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=18931"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.cremeb.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18931\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":18933,"href":"https:\/\/www.cremeb.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18931\/revisions\/18933"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cremeb.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/18932"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.cremeb.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=18931"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cremeb.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=18931"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cremeb.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=18931"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}