{"id":17915,"date":"2018-03-19T15:00:17","date_gmt":"2018-03-19T15:00:17","guid":{"rendered":"http:\/\/www.cremeb.org.br\/?p=17915"},"modified":"2018-03-20T18:04:54","modified_gmt":"2018-03-20T18:04:54","slug":"brasil-chega-a-quase-meio-milhao-de-medicos-com-cada-vez-mais-mulheres-e-jovens-entre-os-profissionais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cremeb.org.br\/index.php\/noticias\/brasil-chega-a-quase-meio-milhao-de-medicos-com-cada-vez-mais-mulheres-e-jovens-entre-os-profissionais\/","title":{"rendered":"Brasil chega a quase meio milh\u00e3o de m\u00e9dicos, com cada vez mais mulheres e jovens entre os profissionais"},"content":{"rendered":"<p>O Brasil contava, em janeiro de 2018, com 452.801 m\u00e9dicos, o que d\u00e1 uma raz\u00e3o de 2,18 m\u00e9dicos por mil habitantes. Em 2010, quando foi elaborado o primeiro estudo de Demografia M\u00e9dica, a raz\u00e3o de m\u00e9dicos por habitante era menor (1,91 por grupo de mil). Naquele per\u00edodo, 16.058 deixaram a faculdade e ingressaram no sistema de sa\u00fade. H\u00e1 dois anos, em 2016, esse n\u00famero chegou a 18.753. Por\u00e9m, a tend\u00eancia \u00e9 que ele aumente muito mais, devendo chegar a mais de 28 mil, em 2024.<\/p>\n<p>A Demografia M\u00e9dica 2018 indica que o crescimento da popula\u00e7\u00e3o m\u00e9dica vem sendo acompanhado de uma mudan\u00e7a no perfil de idade e de g\u00eanero desse grupo, acentuando-se processos de feminiza\u00e7\u00e3o e de juveniza\u00e7\u00e3o da categoria no Brasil. No entanto, os dados demogr\u00e1ficos acentuam a rapidez com que o tamanho desse grupo vem aumentando.<\/p>\n<p>De 1920 a 2017, o total de registros de m\u00e9dicos no Pa\u00eds saltou de 14.031 para 451.777 (crescimento de 2.219,8%). No mesmo per\u00edodo, a popula\u00e7\u00e3o foi de 30.635.605 para 207.660.929 habitantes (aumento de 577,8%). Pelos dados, ao longo de 97 anos o total de m\u00e9dicos cresceu 3,7 vezes mais que o da popula\u00e7\u00e3o em geral. No entanto, esse fen\u00f4meno se acentuou nas \u00faltimas d\u00e9cadas. De 1970 at\u00e9 a atualidade, o total de profissionais da medicina cresceu 665,8%, ou 7,7 vezes. Por sua vez, a popula\u00e7\u00e3o brasileira aumentou 119,7%, ou 2,2 vezes.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter\" src=\"http:\/\/portal.cfm.org.br\/images\/stories\/Noticias2018\/evolucaomedicos_demografiaiv.png\" alt=\"evolucaomedicos demografiaiv\" width=\"694\" height=\"400\" \/><\/div>\n<div><\/div>\n<div>\n<div><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter\" src=\"http:\/\/portal.cfm.org.br\/images\/stories\/Noticias2018\/evolucaopop_demografiaiv.png\" alt=\"evolucaopop demografiaiv\" width=\"698\" height=\"520\" \/><\/div>\n<div><\/div>\n<div><strong>Mulheres<\/strong>\u00a0&#8211; Um fato que chama a aten\u00e7\u00e3o \u00e9 a participa\u00e7\u00e3o cada vez mais significativa da mulher dentro do contingente de profissionais m\u00e9dicos. Atualmente, os homens ainda s\u00e3o maioria entre os m\u00e9dicos, com 54,4% do total profissionais, ficando as mulheres com uma representa\u00e7\u00e3o de 45,6%. Por\u00e9m, essa dist\u00e2ncia vem caindo a cada ano, sendo que o sexo feminino j\u00e1 predomina entre os m\u00e9dicos mais jovens, sendo 57,4%, no grupo at\u00e9 29 anos, e 53,7%, na faixa entre 30 e 34 anos.<\/div>\n<\/div>\n<div><\/div>\n<div>\n<div><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter\" src=\"http:\/\/portal.cfm.org.br\/images\/stories\/Noticias2018\/evolucaomedicos_sexo_demografiaiv.png\" alt=\"evolucaomedicos sexo demografiaiv\" width=\"554\" height=\"409\" \/><\/div>\n<div>Quando se observa a s\u00e9rie hist\u00f3rica da popula\u00e7\u00e3o de m\u00e9dicos segundo sexo, as mulheres representavam 22,3% e 21,5%, respectivamente em 1910 e 1920. Nos anos seguintes, este percentual oscilou para menos, chegando a 13%, em 1960. No entanto, a partir de 1970 essa propor\u00e7\u00e3o tem crescido de modo constante, subindo para 23,5%, em 1980; 30,8%, em 1990; 35,8% em 2000; e 39,9%, em 2010.<\/div>\n<\/div>\n<div><\/div>\n<div>\n<div><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter\" src=\"http:\/\/portal.cfm.org.br\/images\/stories\/Noticias2018\/distr_registros_demografiamiv.png\" alt=\"distr registros demografiamiv\" width=\"555\" height=\"548\" \/><\/div>\n<div>Dentre os estados, a ultrapassagem das mulheres m\u00e9dicas sobre os homens j\u00e1 se consolidou apenas em dois estados: no Rio de Janeiro, onde somam 50,8% dos profissionais, e em Alagoas, com 52,2%. Al\u00e9m deles, o percentual tamb\u00e9m \u00e9 alto em Pernambuco (49,6%), Distrito Federal (47,6%) e Para\u00edba (47,5%). Em S\u00e3o Paulo, as m\u00e9dicas s\u00e3o 45,4% do total e em Minas Gerais, 42,9%. Em contrapartida, o Piau\u00ed tem a menor presen\u00e7a feminina, com 37%. Essa tend\u00eancia tamb\u00e9m surge no Amap\u00e1 (37,2%), Goi\u00e1s (38,5%) e Santa Catarina, com 38,8%.<\/div>\n<div>\u201cDesde 2004 as mulheres s\u00e3o maioria nas escolas m\u00e9dicas, e desde 2009, a maioria em inscri\u00e7\u00f5es nos CRMs. Cada vez estamos mais pr\u00f3ximos de seguir a tend\u00eancia das estat\u00edsticas de popula\u00e7\u00e3o no Brasil, em que as mulheres representam mais de 51%. Em 18 especialidades elas j\u00e1 s\u00e3o maioria, o que foi conquistado pelo m\u00e9rito, premiando a qualidade, desde a aprova\u00e7\u00e3o dos vestibulares\u201d, analisa o presidente da AMB, Lincoln Ferreira.<\/div>\n<\/div>\n<div><\/div>\n<div>\n<div><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter\" src=\"http:\/\/portal.cfm.org.br\/images\/stories\/Noticias2018\/distr_med_sex_demografiaiv.png\" alt=\"distr med sex demografiaiv\" width=\"540\" height=\"748\" \/><\/div>\n<div><strong>Jovens<\/strong>\u00a0\u2013 Outra constata\u00e7\u00e3o da Demografia M\u00e9dica 2018 \u00e9 que a m\u00e9dia de idade do conjunto dos m\u00e9dicos em atividade no Pa\u00eds tem ca\u00eddo ao longo dos anos. Hoje, \u00e9 de 45,4 anos, apontando para o juvenescimento da Medicina no Brasil. A tend\u00eancia \u00e9 resultado principalmente do aumento da entrada de novos m\u00e9dicos em fun\u00e7\u00e3o da abertura de mais cursos de Medicina.<\/div>\n<\/div>\n<div><\/div>\n<div>\n<div><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter\" src=\"http:\/\/portal.cfm.org.br\/images\/stories\/Noticias2018\/distr_id_sex_demografiaiv.png\" alt=\"distr id sex demografiaiv\" width=\"537\" height=\"386\" \/><\/div>\n<div>Pelos dados apurados, a m\u00e9dia de idade entre os homens \u00e9 de 47,6 anos. Entre as mulheres \u00e9 de 42,8 anos. Do ponto de vista geogr\u00e1fico, percebe-se que dentre os estados esse indicador varia de 49,5 anos, entre os m\u00e9dicos de Alagoas, a 42,9 anos, entre os de Rond\u00f4nia. Profissionais de outros tr\u00eas estados do Norte (Roraima, Acre e Tocantins) t\u00eam m\u00e9dias menores que 44 anos. No Rio de Janeiro a m\u00e9dia \u00e9 de 47,3 anos; em S\u00e3o Paulo, 45,3; e em Minas Gerais, a m\u00e9dia \u00e9 de 44,5 anos. No entanto, de forma geral, constatou-se que homens em atividade profissional t\u00eam, em m\u00e9dia, 4,8 anos de idade a mais que mulheres.<\/div>\n<\/div>\n<div>\n<div><\/div>\n<div><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter\" src=\"http:\/\/portal.cfm.org.br\/images\/stories\/Noticias2018\/dist_uf_id_demografiaiv.png\" alt=\"dist uf id demografiaiv\" width=\"566\" height=\"792\" \/><\/div>\n<\/div>\n<div>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><strong>Jovens \u2013<\/strong>\u00a0Outra constata\u00e7\u00e3o da Demografia M\u00e9dica 2018 \u00e9 que a m\u00e9dia de idade do conjunto dos m\u00e9dicos em atividade no Pa\u00eds tem ca\u00eddo ao longo dos anos. Hoje, \u00e9 de 45,4 anos, apontando para o juvenescimento da Medicina no Brasil. A tend\u00eancia \u00e9 resultado principalmente do aumento da entrada de novos m\u00e9dicos em fun\u00e7\u00e3o da abertura de mais cursos de Medicina.<\/p>\n<\/div>\n<p style=\"font-weight: 400;\">\n<p style=\"font-weight: 400;\">Fonte: CFM | Portal M\u00e9dico<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Brasil contava, em janeiro de 2018, com 452.801 m\u00e9dicos, o que d\u00e1 uma raz\u00e3o de 2,18 m\u00e9dicos por mil [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_expiration-date-status":"saved","_expiration-date":0,"_expiration-date-type":"","_expiration-date-categories":[],"_expiration-date-options":[]},"categories":[1],"tags":[],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.cremeb.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17915"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.cremeb.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.cremeb.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cremeb.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cremeb.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=17915"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.cremeb.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17915\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":17920,"href":"https:\/\/www.cremeb.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17915\/revisions\/17920"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.cremeb.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=17915"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cremeb.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=17915"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cremeb.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=17915"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}