{"id":1621,"date":"2015-10-28T17:07:58","date_gmt":"2015-10-28T17:07:58","guid":{"rendered":"http:\/\/www2.cremeb.org.br\/wordpress\/?p=1621"},"modified":"2015-11-30T17:26:15","modified_gmt":"2015-11-30T17:26:15","slug":"cfm-lanca-amanha-portal-informativo-sobre-avc","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cremeb.org.br\/index.php\/releases\/cfm-lanca-amanha-portal-informativo-sobre-avc\/","title":{"rendered":"CFM lan\u00e7a amanh\u00e3 portal informativo sobre AVC"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><strong>CFM e Academia Brasileira de Neurologia alertam a popula\u00e7\u00e3o sobre a import\u00e2ncia de se prevenir <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>\u00a0<\/strong><em>Entidades querem que os brasileiros saibam como identificar os sintomas, as formas de preven\u00e7\u00e3o e como agir em caso de AVC, um transtorno que afeta cerca de 16 milh\u00f5es de pessoas no mundo, todos os anos<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">O Conselho Federal de Medicina (CFM) e a Academia Brasileira de Neurologia (ABNeuro) participam no Dia Mundial do AVC (29 de outubro) e lan\u00e7am alerta que visa reduzir a incid\u00eancia e as sequelas desse transtorno grave, que atinge cerca de 16 milh\u00f5es de pessoas no mundo, todos os anos.<\/p>\n<p>Para tanto, durante o dia 29 de outubro, ser\u00e1 colocado no ar um site com informa\u00e7\u00f5es sobre a doen\u00e7a, validadas por especialistas do assunto. Al\u00e9m disso, ser\u00e1 iniciada uma a\u00e7\u00e3o de esclarecimento por meio de m\u00eddias sociais, com orienta\u00e7\u00f5es sobre como prevenir o AVC. Nas pe\u00e7as, \u00e9 ressaltada a necessidade de atendimento m\u00e9dico o mais r\u00e1pido poss\u00edvel, ap\u00f3s o aparecimento dos primeiros sintomas.<\/p>\n<p>Para saber se algu\u00e9m est\u00e1 sofrendo um AVC (Acidente Vascular Cerebral), \u00e9 preciso pedir que ela sorria, levante os dois bra\u00e7os e diga uma frase simples. Caso o sorriso fique torto, um dos bra\u00e7os caia e ela n\u00e3o consiga repetir a frase, n\u00e3o necessariamente os tr\u00eas sintomas, provavelmente esta pessoa est\u00e1 sofrendo um AVC e deve ser encaminhada imediatamente para um hospital.<\/p>\n<p>Por conta disso, o CFM e a ABNeuro alertam que o paciente deve ser avaliado de forma bem precoce e receber tratamento em at\u00e9 quatro horas e meia para que as sequelas sejam menores. O AVC tem boa possibilidade de preven\u00e7\u00e3o, desde que tomados os devidos cuidados.<\/p>\n<p>Durante a campanha, ser\u00e1 lan\u00e7ado um site com informa\u00e7\u00f5es sobre a preven\u00e7\u00e3o e os primeiros cuidados que dever\u00e3o ser dados a quem sofre um AVC. Al\u00e9m disso, ser\u00e3o gravados depoimentos com pessoas que sofreram, ou que t\u00eam parentes acometidos pela doen\u00e7a. Outra frente da do alerta ser\u00e3o as redes sociais, com a cria\u00e7\u00e3o de pe\u00e7as a serem compartilhadas pelo Facebook, Twitter e Instagram. \u201cQuanto mais pessoas souberem que \u00e9 poss\u00edvel prevenir o AVC e que, na fase aguda, o servi\u00e7o m\u00e9dico deve ser acionado imediatamente, menor o n\u00famero de pessoas sequeladas\u201d, defende Hideraldo Cabe\u00e7a, conselheiro federal pelo Par\u00e1 do Conselho Federal de Medicina (CFM) e membro titular da ABNeuro.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Desconhecimento sobre preven\u00e7\u00e3o, sintomas e n\u00e3o saber como agir em caso de crise \u00e9 problema entre brasileiros<\/strong><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>De acordo com estudo, \u00e9 significativo o n\u00famero de pessoas que apesar de saberem o que \u00e9 um AVC n\u00e3o sabem como agir diante da ocorr\u00eancia de um<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">O brasileiro n\u00e3o sabe quais s\u00e3o os principais sintomas do Acidente Vascular Cerebral (AVC), popularmente conhecido como derrame, o que dificulta sua identifica\u00e7\u00e3o em caso de ocorr\u00eancia e pode comprometer a rapidez necess\u00e1ria para se fazer o diagn\u00f3stico e se iniciar as etapas de tratamento em caso de crise aguda.\u00a0 Essa \u00e9 a principal conclus\u00e3o de uma pesquisa realizada pela Faculdade de Medicina da Santa Casa de S\u00e3o Paulo, que ao longo dos \u00faltimos anos tem aplicado question\u00e1rios junto \u00e0 popula\u00e7\u00e3o para medir o grau de percep\u00e7\u00e3o sobre a doen\u00e7a e os riscos que ela traz.<\/p>\n<p>Um dado que chama a aten\u00e7\u00e3o \u00e9 que de cada 10 entrevistados quase tr\u00eas n\u00e3o sabem identificar qualquer um dos sintomas e sinais relacionados ao AVC em sua fase aguda. Dos que citaram algum sinal, 40% mencionaram formigamento no rosto, bra\u00e7os ou pernas; 31% apontaram a dor de cabe\u00e7a s\u00fabita de causa desconhecida; 23% a tontura, dificuldades de locomo\u00e7\u00e3o e falta de equil\u00edbrio e coordena\u00e7\u00e3o; 22% elencaram a fraqueza nos membros inferiores e superiores; e 22% afirmaram que o doente apresenta confus\u00e3o mental e dificuldade de falar ou entender.<\/p>\n<p><strong>Desconhecimento &#8211;<\/strong> \u201cOs sintomas s\u00e3o realmente esses, mas a dor de cabe\u00e7a, por exemplo, que est\u00e1 colocado como um dos principais sinais, n\u00e3o ocorre em todos os AVC e tamb\u00e9m pode indicar outra doen\u00e7a\u201d, explicar o neurologista Marcel Simis, ligado ao Instituto de Medicina F\u00edsica e Reabilita\u00e7\u00e3o da Universidade de S\u00e3o Paulo e um dos coordenadores do estudo que este ano ter\u00e1 mais uma rodada no pr\u00f3ximo dia 29 de outubro. Na data, um grupo de estudantes de Medicina e de residentes de Neurologia v\u00e3o colher as impress\u00f5es da popula\u00e7\u00e3o sobre o tema em pontos de grande circula\u00e7\u00e3o do munic\u00edpio de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>Nos \u00faltimos dois anos, foram entrevistadas 623 pessoas, o que permite observar uma tend\u00eancia de comportamento a partir de uma amostra de conveni\u00eancia. O grupo foi questionado sobre pontos como, a capacidade de defini\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a, de identifica\u00e7\u00e3o de seus sintomas e da compreens\u00e3o sobre as medidas de preven\u00e7\u00e3o. Desses, 27% afirmaram n\u00e3o saber o que era o AVC ou derrame. \u201c\u00c9 um percentual muito grande. At\u00e9 porque esta \u00e9 uma doen\u00e7a que vai atingir uma a cada seis pessoas. O ideal \u00e9 que todos saibam o que \u00e9 o AVC, pois a pessoa pode sofrer um, ou conhecer algu\u00e9m que venha a ser atingido\u201d, afirma Simis.<\/p>\n<p><strong>Preven\u00e7\u00e3o &#8211;<\/strong> Sobre as medidas de preven\u00e7\u00e3o chamou a aten\u00e7\u00e3o no trabalho realizado o percentual significativo de pessoas (23%) que n\u00e3o sabem citar ao menos uma medida que ajuda a evitar o aparecimento do AVC. Por outro lado, o grupo que indicou conhecimento de algumas dessas atitudes foi capaz de relacionar nove delas. A mais citada foi a ado\u00e7\u00e3o de alimenta\u00e7\u00e3o saud\u00e1vel (56%). Na sequ\u00eancia, vieram: atividade f\u00edsica (50%); controle da press\u00e3o arterial (32%); evitar a gordura no sangue (18%); evitar o diabetes (9%); combater a obesidade (14%); evitar o fumo (21%); evitar o \u00e1lcool em excesso (15%) e combater o estresse (21%).<\/p>\n<p>As conclus\u00f5es com base em dados coletados em 2013 e 2014 tamb\u00e9m sugerem a dificuldade dos entrevistados em agir diante do problema. Para 32% deles a rea\u00e7\u00e3o diante de um AVC seria uma inc\u00f3gnita, pois n\u00e3o saberiam o que fazer caso algu\u00e9m pr\u00f3ximo tenha um.\u00a0 \u201cIsso \u00e9 muito grave. Infelizmente, as pessoas t\u00eam uma tend\u00eancia a esperar que a dor passe e no caso do AVC n\u00e3o d\u00e1 para aguardar, pois quanto maior a demora, maior a regi\u00e3o do c\u00e9rebro a ser atingida\u201d, alerta Simis. Dos que informaram uma atitude, 66% procurariam um pronto socorro e apenas 2,6% sabiam da import\u00e2ncia de consultar o rel\u00f3gio para anotar a que horas os sintomas come\u00e7aram. Essa pr\u00e1tica \u00e9 fundamental para que o m\u00e9dico seja informado a que horas o Acidente Vascular Cerebral come\u00e7ou a se manifestar, o que ser\u00e1 decisivo para a condu\u00e7\u00e3o do melhor tratamento.<\/p>\n<p>Apesar de terem poucas informa\u00e7\u00f5es sobre os sintomas e a preven\u00e7\u00e3o do AVC, a maioria dos entrevistados (78%) conhece algu\u00e9m que sofreu um AVC e 50% convivem com essas pessoas. \u201cMesmo convivendo com quem sofre as consequ\u00eancias do AVC, as pessoas sabem pouco sobre a doen\u00e7a\u201d, constata Simis.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Olho do rel\u00f3gio e um sorriso podem ajudar a acelerar tratamento e<br \/>\nreduzir as sequelas em caso de AVC<\/strong><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>Quanto mais r\u00e1pido foram iniciadas as a\u00e7\u00f5es para cuidar de uma crise aguda, menores s\u00e3o as possibilidades de \u00f3bito e de sequelas nos pacientes, ressaltam especialistas<\/em><\/p>\n<p>Um sorriso e a aten\u00e7\u00e3o ao rel\u00f3gio. Essas duas atitudes podem diminuir as sequelas do acidente vascular cerebral (AVC), popularmente conhecido como derrame, que atinge anualmente 16 milh\u00f5es de pessoas no mundo, causando seis milh\u00f5es de \u00f3bitos. De acordo com o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, o AVC provoca uma morte a cada cinco minutos no Brasil e mata mais do que a Aids, a tuberculose, a mal\u00e1ria e a gripe H1N1 juntas: s\u00e3o cerca de 68 mil mortes por ano.<\/p>\n<p>Com o objetivo de ajudar a diminuir essa estat\u00edstica, o Conselho Federal de Medicina (CFM) e a Academia Brasileira de Neurologia (ABNeuro) participam no dia 29 de outubro de campanha sobre o tema. Os especialistas querem chamar a aten\u00e7\u00e3o da sociedade para medidas simples, que podem fazer a diferen\u00e7a. Por exemplo, um sorriso torto pode ser sintoma de um derrame e, diante deste sinal, a busca por atendimento r\u00e1pido, numa corrida contra o rel\u00f3gio, pode fazer a diferen\u00e7a entre a vida e a morte, a sa\u00fade plena ou a conviv\u00eancia com sequelas.<\/p>\n<p>Os principais sintomas de um AVC s\u00e3o a paralisia s\u00fabita de um lado do corpo, perda de sensibilidade, tontura e dificuldade de vis\u00e3o, fala e compreens\u00e3o. Se acometido por um ou v\u00e1rios deles, o paciente deve ser submetido a um teste simples: sorrir, levantar os dois bra\u00e7os ao mesmo tempo e falar uma frase simples. \u201cSe metade da boca permanecer im\u00f3vel, um dos bra\u00e7os cair e a frase for inaud\u00edvel, as chances s\u00e3o grandes de que esta pessoa esteja sofrendo um AVC e deve ser encaminhada imediatamente para um hospital\u201d, explica o presidente da Academia Brasileira de Neurologia (ABNeuro), Rubens Gagliardi.<\/p>\n<p>O principal fator de risco para a ocorr\u00eancia do AVC \u00e9 a hipertens\u00e3o arterial. Em seguida, vem a arritmia card\u00edaca, diabetes, tabagismo, colesterol alto e obesidade. Todos estes s\u00e3o considerados modific\u00e1veis. Os n\u00e3o modific\u00e1veis s\u00e3o a idade, a ra\u00e7a e a heran\u00e7a gen\u00e9tica. Pessoas maiores de 55 anos e negras s\u00e3o mais propensas, por exemplo, a ter um AVC.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 preciso alertar que a maioria dos AVC ocorre por fatores modific\u00e1veis. Uma alimenta\u00e7\u00e3o inadequada, com muito sal e a\u00e7\u00facar, aliada ao sedentarismo e \u00e0 obesidade, s\u00e3o h\u00e1bitos que propiciam o surgimento do AVC\u201d, afirma o neurologista Hideraldo Cabe\u00e7a, representante do Par\u00e1 no Conselho Federal de Medicina (CFM). \u201cA preven\u00e7\u00e3o \u00e9 o melhor caminho para contermos a doen\u00e7a\u201d, completa Rubens Gagliardi.<\/p>\n<p><strong>Dois tipos, os mesmos sintomas \u2013 <\/strong>H\u00e1 dois tipos de AVC e cada um requer um tratamento espec\u00edfico. O mais comum, que responde por 85% dos casos, \u00e9 o AVC isqu\u00eamico (quando h\u00e1 entupimento da art\u00e9ria por um co\u00e1gulo). O outro \u00e9 o hemorr\u00e1gico, presente na ruptura de um vaso sangu\u00edneo. Em ambos, a parte do c\u00e9rebro afetada n\u00e3o recebe o oxig\u00eanio necess\u00e1rio e neur\u00f4nios come\u00e7am a morrer. Os sintomas tamb\u00e9m s\u00e3o os mesmos.<\/p>\n<p>Chegando ao hospital, o paciente deve ser submetido a exames cl\u00ednicos e de imagem, que mostrar\u00e1 a localiza\u00e7\u00e3o, a extens\u00e3o e o tipo do AVC. \u201cN\u00e3o podemos iniciar nenhum tratamento espec\u00edfico sem a realiza\u00e7\u00e3o de uma tomografia do cr\u00e2nio\u201d, explica Rubens Gagliardi. O tratamento depender\u00e1 do tipo de AVC: enquanto o isqu\u00eamico requer a dissolu\u00e7\u00e3o do co\u00e1gulo com rem\u00e9dios trombol\u00edticos; no hemorr\u00e1gico, esta conduta \u00e9 contraindicada.<\/p>\n<p>Na maioria dos casos, o AVC deixa sequelas. As principais consequ\u00eancias s\u00e3o a diminui\u00e7\u00e3o de for\u00e7a na metade do corpo \u2212 que ocorre em 85% dos casos \u2212, dificuldade para falar e depress\u00e3o. Tamb\u00e9m pode ocorrer incontin\u00eancia urin\u00e1ria e comprometimento da sensibilidade de extremidades do corpo. H\u00e1 AVCs mais leves, nos quais os sintomas s\u00e3o quase impercept\u00edveis, o que leva o paciente a n\u00e3o procurar atendimento m\u00e9dico. Essa atitude \u00e9 aponta pelos especialistas como um erro.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 importante procurar tratamento, pois o paciente pode sofrer outro AVC mais forte em decorr\u00eancia do que n\u00e3o recebeu tratamento\u201d, afirma o neurologista Marcel Simis, m\u00e9dico e pesquisador do Instituto de Medicina F\u00edsica e de Reabilita\u00e7\u00e3o da USP. \u201cTodo paciente de AVC deve receber tratamento\u201d, refor\u00e7a.<\/p>\n<p><strong>Olho no rel\u00f3gio &#8211; <\/strong>Se a pessoa realizar o teste do sorriso e a boca entorta, deve come\u00e7ar uma corrida contra o tempo. A partir dos primeiros sintomas, o ideal \u00e9 que o tratamento seja iniciado em at\u00e9 quatro horas e meia para que as chances de recupera\u00e7\u00e3o sejam maiores. \u201cTempo \u00e9 c\u00e9rebro. Quanto mais demorar o in\u00edcio do tratamento, mais a doen\u00e7a progride e produz maior les\u00e3o no c\u00e9rebro do paciente\u201d, explica o neurologista Hideraldo Cabe\u00e7a, representante do Par\u00e1 no Conselho Federal de Medicina (CFM).<\/p>\n<p>Em situa\u00e7\u00f5es assim, quando h\u00e1 fortes ind\u00edcios de que esteja passando por um AVC, o paciente deve avisar a pessoa mais pr\u00f3xima, que precisa chamar imediatamente o Samu, que dever\u00e1 conduzi-lo a um hospital ou unidade de pronto-atendimento habilitado para receber pacientes com AVC. O ideal \u00e9 esperar a ambul\u00e2ncia, mas podem ser usados outros meios, caso eles permitam que o paciente chegue mais r\u00e1pido ao hospital.<\/p>\n<p>\u201cA janela \u00e9 de at\u00e9 quatro horas e meia. Nesse per\u00edodo, o medicamento j\u00e1 deve estar correndo nas veias, mas se o atendimento for feito nos primeiros 30 minutos, na fase super aguda, maiores as chances de recupera\u00e7\u00e3o\u201d, enfatiza Rubens Gagliardi, presidente da ABNeuro. Depois desse tempo, o m\u00e9dico ainda tem alguns instrumentos, por\u00e9m de menor efic\u00e1cia, como o uso de cateter, de neuroprotetores ou de antiagregantesplaquet\u00e1rios. \u201cMas devemos ter sempre em mente que nesses casos os resultados ser\u00e3o inferiores\u201d, afirma Gagliardi.<\/p>\n<p>Quanto maior a demora, maior a probabilidade de que o paciente fique com alguma sequela e fique incapacitado para o trabalho ou outras atividades. \u201cSempre podemos fazer alguma coisa para melhorar a qualidade de vida do paciente, mas quanto maior a demora na realiza\u00e7\u00e3o do primeiro atendimento, menor o alcance da medicina\u201d, alerta Marcel Simis.<\/p>\n<p><strong>A import\u00e2ncia da preven\u00e7\u00e3o \u2013 <\/strong>No Brasil, uma menor preocupa\u00e7\u00e3o com a preven\u00e7\u00e3o ao AVC tem impedido uma maior queda no n\u00famero de casos deste tipo de problema. Essa realidade vai na contram\u00e3o da tend\u00eancia mundial. Para Rubens Gagliardi, a dificuldade no Pa\u00eds decorre da n\u00e3o inclus\u00e3o dos cuidados preventivos ao AVC como parte da rotina, individual e coletiva.<\/p>\n<p>Para se ter uma id\u00e9ia, a falta de foco na preven\u00e7\u00e3o tem feito com que a performance brasileira seja bem inferior ao que ocorre, por exemplo, nos\u00a0 Estados Unidos. Estudo realizado na universidade americana John Hopkins, divulgado no fim de 2014, mostra que o n\u00famero de pessoas que sofreram um derrame pela primeira vez nos EUA caiu 50%,entre 1987 e 2011. Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s mortes subsequentes ao AVC, a queda foi de 40%.<\/p>\n<p>No Brasil, entre 2000 a 2009, o comportamento, apesar de seguir a tend\u00eancia de queda, se mant\u00e9m bem mais discreto. Por aqui, a redu\u00e7\u00e3o ficou em 14,99%. O dado faz parte do estudo \u201cAn\u00e1lise da Tend\u00eancia da Mortalidade por AVC no Brasil no s\u00e9culo XXI\u201d, produzido por C\u00e9lia Regina Garritado e por outros pesquisadores.<\/p>\n<p><strong>Perfil epidemiol\u00f3gico &#8211;<\/strong> Considerada doen\u00e7a de idosos, o AVC tem atingido cada vez mais os jovens. Dados do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade mostram que 62 mil pessoas abaixo dos 45 anos morreram no Brasil &#8211; entre os anos 2000 e 2010 &#8211; devido ao AVC. Em 2012, quatro mil pessoas entre 15 e 34 anos foram internadas no Pa\u00eds por causa do problema. O colesterol alto, a hipertens\u00e3o, a obesidade e o sedentarismo entre os jovens tamb\u00e9m devem ser considerados como fatores que t\u00eam aumentado o n\u00famero de AVC entre os jovens.<\/p>\n<p>Por outro lado, segundo o neurologista Marcel Simis, deve-se levar em considera\u00e7\u00e3o que o AVC em pacientes jovens muitas vezes decorre de causas diferentes dos idosos, como altera\u00e7\u00f5es card\u00edacas cong\u00eanitas, predisposi\u00e7\u00f5es gen\u00e9ticas e traumas na art\u00e9ria do pesco\u00e7o.<\/p>\n<p>De acordo com a assessoria da Rede Sarah, uma das maiores do Pa\u00eds especializada na reabilita\u00e7\u00e3o de pessoas com problemas de locomo\u00e7\u00e3o, aumentou o n\u00famero de pacientes com menos de 45 anos que t\u00eam procurado a institui\u00e7\u00e3o para a realiza\u00e7\u00e3o de tratamento neurol\u00f3gico em decorr\u00eancia do AVC. No ano passado, os hospitais da Rede realizaram 3.237 interna\u00e7\u00f5es do tipo, num universo de 17.830. Desses atendimentos, muitos foram realizados em pacientes com menos de 45 anos.<\/p>\n<p>Al\u00e9m de dificultar atividades di\u00e1rias do paciente, o AVC tamb\u00e9m tem provocado perdas no mundo do trabalho. De acordo com a OMS, as Doen\u00e7as Cr\u00f4nicas N\u00e3o-Transmiss\u00edveis (DCNT), nas quais o AVC est\u00e1 inclu\u00eddo, s\u00e3o respons\u00e1veis por 66% dos anos perdidos de vida produtiva (DALY), indicador que mede o quanto os indiv\u00edduos deixam de trabalhar por conta de doen\u00e7as. Os outros respons\u00e1veis s\u00e3o as doen\u00e7as infecciosas (23,5%) e causas externas (10,2%).<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>Principais sintomas da fase aguda do AVC:<\/strong><\/p>\n<p>&#8211; Diminui\u00e7\u00e3o ou perda s\u00fabita da for\u00e7a na face, bra\u00e7o ou perna de um lado do corpo;<\/p>\n<p>&#8211; Sensa\u00e7\u00e3o de formigamento na face, bra\u00e7o ou perna de um lado do corpo;<\/p>\n<p>&#8211; Perda s\u00fabita de vis\u00e3o em um olho ou nos dois olhos; &#8211; Altera\u00e7\u00e3o aguda da fala, incluindo dificuldade para articular, expressar ou para compreender a linguagem;<\/p>\n<p>&#8211; Instabilidade, vertigem s\u00fabita intensa e desequil\u00edbrio associado a n\u00e1useas ou v\u00f4mitos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>CFM e Academia Brasileira de Neurologia alertam a popula\u00e7\u00e3o sobre a import\u00e2ncia de se prevenir \u00a0Entidades querem que os brasileiros [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_expiration-date-status":"saved","_expiration-date":0,"_expiration-date-type":"","_expiration-date-categories":[],"_expiration-date-options":[]},"categories":[52],"tags":[],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.cremeb.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1621"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.cremeb.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.cremeb.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cremeb.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cremeb.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1621"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.cremeb.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1621\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1622,"href":"https:\/\/www.cremeb.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1621\/revisions\/1622"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.cremeb.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1621"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cremeb.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1621"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cremeb.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1621"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}