{"id":15943,"date":"2017-10-10T09:59:41","date_gmt":"2017-10-10T09:59:41","guid":{"rendered":"http:\/\/www.cremeb.org.br\/?p=15943"},"modified":"2017-10-10T13:11:40","modified_gmt":"2017-10-10T13:11:40","slug":"15943","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cremeb.org.br\/index.php\/noticias\/15943\/","title":{"rendered":"ATEN\u00c7\u00c3O: situa\u00e7\u00e3o da mal\u00e1ria na Bahia \u00e9 considerada de alerta"},"content":{"rendered":"<p>A situa\u00e7\u00e3o da mal\u00e1ria na Bahia \u00e9 considerada de alerta, diante do fluxo constante de indiv\u00edduos doentes ou infectados, procedentes de \u00e1reas end\u00eamicas: Regi\u00e3o Amaz\u00f4nica ou de outros pa\u00edses, principalmente do Continente Africano. Diante disso, para evitar ocorr\u00eancia de casos aut\u00f3ctones, mesmo o estado n\u00e3o se incluindo entre as \u00e1reas end\u00eamicas do Brasil, \u00e9 necess\u00e1rio manter o atual controle efetivo, atrav\u00e9s da vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica ativa, rigorosa e, progressivamente, integrada com a aten\u00e7\u00e3o b\u00e1sica.<\/p>\n<p>Entre 2007 a 2016, foram notificados 488 casos suspeitos de mal\u00e1ria no estado, dos quais foram confirmados 185 registros, com m\u00e9dia anual de 18,5 casos, com ocorr\u00eancia de um (1) \u00f3bito em 2014 e outro em 2016. Nesse per\u00edodo, destaca-se a propor\u00e7\u00e3o de notifica\u00e7\u00f5es em tr\u00eas dos munic\u00edpios p\u00f3los tur\u00edsticos da Bahia: Salvador (28,6%), Porto Seguro (2,7%) e Ilh\u00e9us (0,5%).<\/p>\n<div id=\"attachment_15945\" style=\"width: 410px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-15945\" decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-15945 size-full\" src=\"http:\/\/www.cremeb.org.br\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/Malaria-01-1.png\" alt=\"Figura 1 - S\u00e9rie hist\u00f3rica dos casos notificados de mal\u00e1ria, por ano de notifica\u00e7\u00e3o. Bahia, 2007 - 2016. Fonte: SINAN\/DIVEP DBF 12\/09\/20172016.\" width=\"400\" height=\"256\" \/><p id=\"caption-attachment-15945\" class=\"wp-caption-text\">Figura 1 &#8211; S\u00e9rie hist\u00f3rica dos casos notificados de mal\u00e1ria, por ano de notifica\u00e7\u00e3o. Bahia, 2007 &#8211; 2016. Fonte: SINAN\/DIVEP DBF 12\/09\/20172016.<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Entre 2015 e 2016 observa-se um incremento de 20,45% no n\u00famero de casos de mal\u00e1ria no estado da Bahia (Figura1). Isso acontece provavelmente pelo aumento no n\u00famero das notifica\u00e7\u00f5es de casos suspeitos, em decorr\u00eancia da maior exposi\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o \u00e0 mal\u00e1ria (entre os viajantes), sensibiliza\u00e7\u00e3o dos profissionais da sa\u00fade para notifica\u00e7\u00e3o em 24 horas e realiza\u00e7\u00e3o das l\u00e2minas de verifica\u00e7\u00e3o de cura (LVC) pois, para cada LVC realizada uma ficha de notifica\u00e7\u00e3o deve ser preenchida, sem configurar duplicidade.<\/p>\n<p>Em 2017 (entre janeiro e setembro), na Bahia, foram notificados 16 casos de mal\u00e1ria, sendo confirmados 02 casos importados da Regi\u00e3o Amaz\u00f4nica, 05 de pa\u00edses africanos, 01 das Filipinas e 01 indeterminado. Portanto, 22,2% foram importados da Amaz\u00f4nia Legal e 55,5% de procedentes de cidades end\u00eamicas do Continente Africano (Figura 2).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div id=\"attachment_15946\" style=\"width: 445px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-15946\" decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-15946\" src=\"http:\/\/www.cremeb.org.br\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/Malaria-2.png\" alt=\"\" width=\"435\" height=\"318\" srcset=\"https:\/\/www.cremeb.org.br\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/Malaria-2.png 435w, https:\/\/www.cremeb.org.br\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/Malaria-2-367x268.png 367w\" sizes=\"(max-width: 435px) 100vw, 435px\" \/><p id=\"caption-attachment-15946\" class=\"wp-caption-text\">Figura 2 &#8211; Distribui\u00e7\u00e3o de casos de mal\u00e1ria por esp\u00e9cie parasit\u00e1ria e local de infec\u00e7\u00e3o. Bahia, 2017. Fonte: SINAN\/DIVEP DBF 12\/09\/2017<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O munic\u00edpio de Salvador concentrou a totalidade dos casos (8) notificados em 2017 (Figura 3).<\/p>\n<p>Dos 16 casos importados de mal\u00e1ria, notificados na Bahia em 2017, at\u00e9 setembro, 9 (56,25%) foram confirmados pelo exame de gota espessa, 4 (25%) foram descartados e 5 (31,25%) ainda est\u00e3o sob investiga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Os munic\u00edpios que confirmaram casos de mal\u00e1ria, foram: Salvador (4), seguido por Lauro de Freitas (1), Feira de Santana (1), Paulo Afonso (1*) e Vit\u00f3ria da Conquista (2).<\/p>\n<p>*Caso notificado pela vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica do munic\u00edpio de Recife\/PE<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div id=\"attachment_15948\" style=\"width: 457px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-15948\" decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-15948\" src=\"http:\/\/www.cremeb.org.br\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/Malaria-03.png\" alt=\"\" width=\"447\" height=\"369\" srcset=\"https:\/\/www.cremeb.org.br\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/Malaria-03.png 447w, https:\/\/www.cremeb.org.br\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/Malaria-03-325x268.png 325w\" sizes=\"(max-width: 447px) 100vw, 447px\" \/><p id=\"caption-attachment-15948\" class=\"wp-caption-text\">Figura 3 &#8211; Distribui\u00e7\u00e3o dos casos notificados de mal\u00e1ria, por munic\u00edpio de resid\u00eancia. Bahia, 2017.<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Quanto \u00e0 esp\u00e9cie do parasito, em 2017, o P.vivax causador da forma cl\u00ednica mais branda da doen\u00e7a correspondeu a 44,4% dos casos; e o P. falciparum, do qual decorre a maioria dos casos de mal\u00e1ria grave, correspondeu a 55,5% dos casos. Em que pese o Estado da Bahia ter apresentado as \u00faltimas confirma\u00e7\u00f5es de casos aut\u00f3ctones em 2010 (Porto Seguro, 2 casos notificados) apresenta alto risco de transmiss\u00e3o aut\u00f3ctone devido \u00e0 densidade vetorial elevada e dispers\u00e3o dos potenciais vetores da mal\u00e1ria em 397 (95,2%) munic\u00edpios, que s\u00e3o considerados vulner\u00e1veis.<\/p>\n<p>O diagn\u00f3stico laboratorial da mal\u00e1ria \u00e9 realizado pelo exame microsc\u00f3pico da gota espessa de sangue, considerado padr\u00e3o ouro para confirmar os casos de mal\u00e1ria. Ele identifica a(s) esp\u00e9cie(s), quantifica a parasitemia (cruzes e mm3) e apresenta vantagens em rela\u00e7\u00e3o a outros exames.<\/p>\n<p>Quanto \u00e0 densidade parasit\u00e1ria (parasitemia), 44,4% (4+) dos casos apresentaram mal\u00e1ria moderada (2+), 11,1% (2) apresentaram mal\u00e1ria grave (+++\/IV+) e a parasitemia foi baixa em 11,1% (1+) e 22,2% (1\/2+).<\/p>\n<p>Vale ressaltar que os Testes R\u00e1pidos (TDRs) n\u00e3o substituem e n\u00e3o dispensam o diagn\u00f3stico da mal\u00e1ria pelo exame da gota espessa.<\/p>\n<p>Os munic\u00edpios com maiores incid\u00eancias, at\u00e9 setembro de 2017, foram: Marac\u00e1s\/NRS Sudoeste (8,6\/100.000hab), P\u00e9 de Serra\/NRS Centro-Leste (7,0\/100.000hab) e Itabela\/NRS Extremo-Sul (3,2\/100.000hab) (Figura 4).<\/p>\n<div id=\"attachment_15949\" style=\"width: 505px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-15949\" decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-15949\" src=\"http:\/\/www.cremeb.org.br\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/Malaria-04.png\" alt=\"\" width=\"495\" height=\"351\" srcset=\"https:\/\/www.cremeb.org.br\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/Malaria-04.png 495w, https:\/\/www.cremeb.org.br\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/Malaria-04-378x268.png 378w\" sizes=\"(max-width: 495px) 100vw, 495px\" \/><p id=\"caption-attachment-15949\" class=\"wp-caption-text\">Figura 4 \u2013 Coeficiente de incid\u00eancia (por 100.000hab) dos casos notificados de mal\u00e1ria por munic\u00edpio de resid\u00eancia. Bahia, 2017*. Fonte: SINAN\/DIVEP DBF 19\/09\/2017 (*dados de janeiro a setembro\/17, podendo sofrer altera\u00e7\u00f5es).<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Iniciado o tratamento, ressalta-se ainda, a obrigatoriedade de realiza\u00e7\u00e3o e envio das l\u00e2minas de verifica\u00e7\u00e3o de cura (LVC) e uma amostra de sangue (2 ml) com anticoagulante, ao Laborat\u00f3rio Central do Estado da Bahia (LACEN), a fim de garantir a oportunidade das a\u00e7\u00f5es de preven\u00e7\u00e3o e controle, evitando o surgimento de casos aut\u00f3ctones, bem como o monitoramento dos contatos.<\/p>\n<p>Realizar a LVC a contar do 1\u00ba dia do in\u00edcio do tratamento:<\/p>\n<p>\u2022 P.falciparum: nos dias 3,7,14,21,28 e 40;<\/p>\n<p>\u2022 P. vivax: nos dias 3,7,14,21,28,40 e 60.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Para cada l\u00e2mina de verifica\u00e7\u00e3o de cura, abrir uma nova ficha do SINAN com novo n\u00famero. N\u00e3o configura duplicidade porque a data do exame e o resultado s\u00e3o diferentes dos anteriores.<\/p>\n<p>Quanto aos encerramentos, dos 16 casos notificados, 11 (68,75%) foram encerrados no SINAN, 05 (31,25%) est\u00e3o em investiga\u00e7\u00e3o. At\u00e9 o momento,11 casos foram encerrados oportunamente (at\u00e9 60 dias) e 05 ainda est\u00e3o sem encerramento. O diagn\u00f3stico imediato e preciso \u00e9 o primeiro elemento b\u00e1sico de estrat\u00e9gia para o controle da mal\u00e1-<br \/>\nria, contribuindo para n\u00e3o ocorr\u00eancia de casos aut\u00f3ctones, \u00f3bitos e a interrup\u00e7\u00e3o da cadeia de transmiss\u00e3o.<\/p>\n<p>Como n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel a elimina\u00e7\u00e3o dos Anopheles do Estado, existe a possibilidade de ocorrer reintrodu\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a quando casos suspeitos de mal\u00e1ria n\u00e3o s\u00e3o diagnosticados rapidamente, com a identifica\u00e7\u00e3o correta das esp\u00e9cie de Plasmodium e institui\u00e7\u00e3o do tratamento e das medidas de controle de forma adequada e oportuna.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">\n<p style=\"text-align: center;\">Fique atento:\u00a0<strong>FEBRE PODE SER MAL\u00c1RIA<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">\n<p style=\"text-align: left;\">Fonte: Secretaria da Sa\u00fade do Estado da Bahia (SESAB)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A situa\u00e7\u00e3o da mal\u00e1ria na Bahia \u00e9 considerada de alerta, diante do fluxo constante de indiv\u00edduos doentes ou infectados, procedentes [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_expiration-date-status":"saved","_expiration-date":0,"_expiration-date-type":"","_expiration-date-categories":[],"_expiration-date-options":[]},"categories":[1],"tags":[],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.cremeb.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15943"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.cremeb.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.cremeb.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cremeb.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cremeb.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=15943"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/www.cremeb.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15943\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":15953,"href":"https:\/\/www.cremeb.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15943\/revisions\/15953"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.cremeb.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=15943"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cremeb.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=15943"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cremeb.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=15943"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}