{"id":12881,"date":"2017-02-17T13:57:42","date_gmt":"2017-02-17T13:57:42","guid":{"rendered":"http:\/\/www.cremeb.org.br\/?p=12881"},"modified":"2017-02-17T14:00:59","modified_gmt":"2017-02-17T14:00:59","slug":"volta-as-aulas-sociedade-de-pediatria-divulga-orientacoes-para-garantir-a-boa-saude-dos-escolares","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cremeb.org.br\/index.php\/noticias\/volta-as-aulas-sociedade-de-pediatria-divulga-orientacoes-para-garantir-a-boa-saude-dos-escolares\/","title":{"rendered":"Sociedade de Pediatria divulga orienta\u00e7\u00f5es para boa sa\u00fade dos estudantes"},"content":{"rendered":"<div>Com o in\u00edcio do ano letivo em todos os Estados, cresce a preocupa\u00e7\u00e3o de pais e respons\u00e1veis com as medidas necess\u00e1rias para prevenir doen\u00e7as e garantir o bem-estar de seus filhos e parentes nas salas de aula e em casa. Essa inquieta\u00e7\u00e3o recorrente fez com que a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) determinasse ao seu Departamento Cient\u00edfico de Sa\u00fade Escolar o preparo de um guia de orienta\u00e7\u00e3o a ser encaminhado a todos os pediatras e disponibilizado \u00e0 sociedade. O trabalho foi divulgado nesta ter\u00e7a-feira (14).<\/div>\n<p><strong><a href=\"http:\/\/www.sbp.com.br\/src\/uploads\/2017\/02\/Sade_Escolar_Volta_as_aulas.pdf\">ACESSE A \u00cdNTEGRA DO GUIA DA SA\u00daDE DO ESCOLAR NA VOLTA \u00c1S AULAS<\/a><\/strong><\/p>\n<p>No total, h\u00e1 pouco mais de 10 recomenda\u00e7\u00f5es simples, f\u00e1ceis de serem incorporadas \u00e0s rotinas de fam\u00edlias e institui\u00e7\u00f5es de ensino. Elas contemplam diferentes \u00e1reas: desde a preven\u00e7\u00e3o aos agravos de sa\u00fade (cr\u00f4nicos e transmiss\u00edveis); passando pela ado\u00e7\u00e3o de h\u00e1bitos e pr\u00e1ticas saud\u00e1veis, como cuidados com alimenta\u00e7\u00e3o, excesso de peso em mochilas e seguran\u00e7a no tr\u00e2nsito; at\u00e9 as rela\u00e7\u00f5es interpessoais nas salas de aula e espa\u00e7os de conviv\u00eancia.<\/p>\n<p>De acordo com o grupo de especialistas, coordenados por Joel Bressa da Cunha, presidente do DC, algumas quest\u00f5es devem ser consideradas pela escola, professores, fam\u00edlias e alunos, assim como pelos pediatras que os acompanham em seu processo de crescimento e desenvolvimento. O contato com novos grupos, a mudan\u00e7a nas rotinas e a inser\u00e7\u00e3o de espa\u00e7os e cronogramas desconhecidos exige, por exemplo, a aten\u00e7\u00e3o para sinais de bullying ou de outra forma de viol\u00eancia torna-se essencial.<\/p>\n<p>Outro ponto destacado pelos integrantes do DC de Sa\u00fade Escolar como importante de ser monitorado \u00e9 a adapta\u00e7\u00e3o aos novos hor\u00e1rios. \u201cNas f\u00e9rias costuma haver mudan\u00e7as de h\u00e1bitos, \u00e0s vezes bem radicais, que devem voltar \u00e0 normalidade durante o per\u00edodo escolar. Quem dormia pouco ou deitava e acordava tarde precisar\u00e1 voltar a um padr\u00e3o que valorize as horas de sono necess\u00e1rias para um bom rendimento na escola, estando descansado e atento\u201d, cita o texto.<\/p>\n<p>Os cuidados com a alimenta\u00e7\u00e3o, que deve ser bem balanceada e adequada \u00e0s exig\u00eancias das atividades dos alunos, e com a ingest\u00e3o frequente de \u00e1gua, tamb\u00e9m precisam ser considerados pelos professores, pais e respons\u00e1veis. Da mesma forma, deve ser observado o peso da mochila do estudante. Para evitar danos (dores e, mais tarde, desvios da coluna), quando cheia, ela n\u00e3o deve ultrapassar 10% do peso do estudante.<\/p>\n<p>Os pediatras sugerem que ela seja organizada diariamente para levar s\u00f3 o que for necess\u00e1rio e que, na hora da compra, diante das in\u00fameras op\u00e7\u00f5es dispon\u00edveis se opte pelos modelos de materiais leves e cujo tamanho da mochila fique acima da cintura de quem vai carreg\u00e1-la para a escola.<br \/>\nAinda h\u00e1 preocupa\u00e7\u00e3o com a seguran\u00e7a das crian\u00e7as e dos adolescentes no trajeto at\u00e9 a escola. \u201cN\u00e3o podemos nos esquecer do transporte dos estudantes para a escola e na volta para a casa. Seja em autom\u00f3vel, transporte escolar, transporte coletivo ou mesmo a p\u00e9, \u00e9 fundamental atender a todos os requisitos de seguran\u00e7a, especialmente o uso de cinto e de cadeiras apropriadas, de acordo com a idade\u201d, alertam os pediatras da SBP.<\/p>\n<p>Do ponto de vista de sinais e sintomas, que podem ser o ind\u00edcio de problemas de sa\u00fade mais graves, recomenda-se ficar atento a queixas visuais, como dificuldade de ler \u00e0 dist\u00e2ncia, e dores de cabe\u00e7a. \u201cConv\u00e9m estar atento a essas altera\u00e7\u00f5es nas primeiras semanas de aula, caso uma revis\u00e3o dos \u00f3culos (para quem usa) ou uma consulta com oftalmologista n\u00e3o tenha ocorrido recentemente\u201d, afirma o alerta do DC de Sa\u00fade Escolar, que faz outra recomenda\u00e7\u00e3o: \u201c\u00e9 important\u00edssimo saber da acuidade auditiva dos estudantes e providenciar exame se houver d\u00favidas ou se aparecer alguma dificuldade sugestiva\u201d.<\/p>\n<p>Medidas preventivas devem ser adotadas pelos pais e respons\u00e1veis, e mesmo pelas escolas, para evitar cont\u00e1gios indesejados. Os pediatras pedem que os cart\u00f5es de vacina\u00e7\u00e3o dos alunos estejam em dia. \u201cSe houver vacinas em atraso e n\u00e3o se aproveitou o per\u00edodo das f\u00e9rias para coloc\u00e1-las em dia, n\u00e3o se deve perder tempo\u201d, informa o texto divulgado pela SBP, que tamb\u00e9m pede especial aten\u00e7\u00e3o (principalmente nos primeiros anos de vida) \u00e0 possibilidade de aumento do n\u00famero de casos de doen\u00e7as de transmiss\u00e3o interpessoal, considerando o conv\u00edvio em ambientes coletivos.<\/p>\n<p>Neste grupo, destacam-se as doen\u00e7as causadas por v\u00edrus e as parasitoses. O DC de Sa\u00fade Escolar ainda recomenda cuidados nas localidades onde h\u00e1 risco de doen\u00e7as transmitidas por vetores. \u201cAlguns lugares do pa\u00eds recebem seus alunos na volta das f\u00e9rias em clima de preocupa\u00e7\u00e3o com a possibilidade das doen\u00e7as que t\u00eam em comum a transmiss\u00e3o pelo mosquito Aedes aegypti. H\u00e1 preocupa\u00e7\u00e3o com dengue, zika e chikungunya e n\u00e3o podemos deixar de considerar a hip\u00f3tese de febre amarela, atentando para aqueles estudantes que recentemente estiveram em \u00e1reas rurais ou de matas, nas regi\u00f5es que est\u00e3o apresentando casos da doen\u00e7a\u201d.<\/p>\n<p>De acordo com os pediatras, as escolas devem estar preparadas para o combate aos mosquitos, com aplica\u00e7\u00e3o adequada de inseticidas e elimina\u00e7\u00e3o sistem\u00e1tica de dep\u00f3sitos de \u00e1gua parada. \u201cE tamb\u00e9m preparar-se (e orientar) para aplica\u00e7\u00e3o de repelente de insetos nos alunos, quando recomendado. Incluir o tema no planejamento pedag\u00f3gico \u00e9 bem oportuno\u201d, sugere a nota divulgada.<\/p>\n<p>Finalmente, a SBP ressalta aos pais e respons\u00e1veis a import\u00e2ncia da consulta pedi\u00e1trica, \u201cque pode agregar todas essas demandas junto \u00e0s fam\u00edlias, atendendo as especificidades de todas as faixas et\u00e1rias, e, por isso, \u00e9 imprescind\u00edvel\u201d. Al\u00e9m disso, como lembram os especialistas, h\u00e1 estudantes que precisam receber medica\u00e7\u00e3o no hor\u00e1rio escolar (especialmente aqueles com doen\u00e7as cr\u00f4nicas). \u201c\u00c9 a hora de novamente combinar os detalhes com a escola e com os novos professores, a fim de que tal necessidade seja contemplada sem preju\u00edzos\u201d, conclui o DC.<\/p>\n<p>Juntamente com o Joel Bressa da Cunha, participaram da elabora\u00e7\u00e3o do documento divulgado pela SBP os seguintes integrantes do DC de Sa\u00fade Escolar: dra. M\u00e9rcia Lamenha Medeiros (secret\u00e1ria) e drs. Abelardo Bastos Pinto Jr, Cl\u00e1udia Machado Siqueira, Elaine Mara Ces\u00e1rio Pereira Maluf, Maria de Lourdes Fonseca Vieira e Paulo Cesar de Almeida Mattos (todos membros do Conselho Cient\u00edfico).<\/p>\n<p><strong><br \/>\nAlgumas das recomenda\u00e7\u00f5es da Sociedade Brasileira de Pediatria para um retorno tranquilo de crian\u00e7as e adolescentes \u00e0s aulas<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><br \/>\n1) Aten\u00e7\u00e3o para sinais de bullying ou de outra forma de viol\u00eancia torna-se essencial;<\/p>\n<p>2) Monitorar a adapta\u00e7\u00e3o aos novos hor\u00e1rios, valorizando-se as horas de sono necess\u00e1rias para um bom rendimento na escola, estando descansado e atento;<\/p>\n<p>3) \u00c9 preciso oferecer uma alimenta\u00e7\u00e3o balanceada e adequada \u00e0s exig\u00eancias das atividades dos alunos, bem como garantir a ingest\u00e3o frequente de \u00e1gua;<\/p>\n<p>4) Deve ser observado o peso da mochila do estudante. Para evitar danos (dores e, mais tarde, desvios da coluna), quando cheia, ela n\u00e3o deve ultrapassar 10% do peso do estudante;<\/p>\n<p>5) As mochilas devem ser organizadas diariamente para levar s\u00f3 o que for necess\u00e1rio. Na hora da compra, optar pelos modelos de materiais leves e cujo tamanho da mochila fique acima da cintura de quem vai carrega-la para a escola;<\/p>\n<p>6) \u00c9 necess\u00e1rio cuidado com a seguran\u00e7a das crian\u00e7as e dos adolescentes no trajeto at\u00e9 a escola, seja em autom\u00f3vel, transporte escolar, transporte coletivo ou mesmo a p\u00e9, \u00e9 fundamental atender a todos os requisitos de seguran\u00e7a, especialmente o uso de cinto e de cadeiras apropriadas, de acordo com a idade;<\/p>\n<p>7) Recomenda-se aten\u00e7\u00e3o a queixas visuais, como dificuldade de ler \u00e0 dist\u00e2ncia, e dores de cabe\u00e7a. \u00c9 importante tamb\u00e9m conhecer a acuidade auditiva dos estudantes e providenciar exame se houver d\u00favidas ou se aparecer alguma dificuldade sugestiva;<\/p>\n<p>8) Os cart\u00f5es de vacina\u00e7\u00e3o dos alunos precisam estar em dia. Caso alguma vacina esteja em atraso, deve-se atualiz\u00e1-la de forma urgente para prevenir casos de doen\u00e7as de transmiss\u00e3o interpessoal, considerando o conv\u00edvio em ambientes coletivos. O mesmo vale para problemas causados por parasitoses;<\/p>\n<p>9) Diante do risco de doen\u00e7as transmitidas por vetores, como dengue, zika e chikungunya, al\u00e9m da febre amarela, sugere-se aten\u00e7\u00e3o permanente ao sinais e sintomas demonstrados por alunos. As escolas devem estar preparadas para o combate aos mosquitos, com aplica\u00e7\u00e3o adequada de inseticidas e elimina\u00e7\u00e3o sistem\u00e1tica de dep\u00f3sitos de \u00e1gua parada, assim como para aplica\u00e7\u00e3o de repelente de insetos nos alunos, quando recomendado;<\/p>\n<p>10) Estudantes que precisam receber medica\u00e7\u00e3o no hor\u00e1rio escolar (especialmente aqueles com doen\u00e7as cr\u00f4nicas) devem informar sua necessidade \u00e0s escolas e novos professores, a fim de que tal necessidade seja contemplada sem preju\u00edzos;<\/p>\n<p>11) Em caso de d\u00favida, deve-se buscar a orienta\u00e7\u00e3o junto a um pediatra, que pode agregar todas as demandas junto \u00e0s fam\u00edlias e atender as especificidades de todas as faixas et\u00e1rias.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Fonte: SBP<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com o in\u00edcio do ano letivo em todos os Estados, cresce a preocupa\u00e7\u00e3o de pais e respons\u00e1veis com as medidas [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_expiration-date-status":"saved","_expiration-date":0,"_expiration-date-type":"","_expiration-date-categories":[],"_expiration-date-options":[]},"categories":[1],"tags":[],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.cremeb.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12881"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.cremeb.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.cremeb.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cremeb.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cremeb.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=12881"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/www.cremeb.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12881\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":12885,"href":"https:\/\/www.cremeb.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12881\/revisions\/12885"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.cremeb.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=12881"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cremeb.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=12881"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cremeb.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=12881"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}