{"id":12773,"date":"2017-02-06T12:30:24","date_gmt":"2017-02-06T12:30:24","guid":{"rendered":"http:\/\/www.cremeb.org.br\/?p=12773"},"modified":"2017-02-07T19:35:40","modified_gmt":"2017-02-07T19:35:40","slug":"sociedade-de-pediatria-lanca-guia-para-estimular-a-prevencao-ao-consumo-de-alcool-precoce-entre-os-adolescentes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cremeb.org.br\/index.php\/noticias\/sociedade-de-pediatria-lanca-guia-para-estimular-a-prevencao-ao-consumo-de-alcool-precoce-entre-os-adolescentes\/","title":{"rendered":"SBP lan\u00e7a guia para estimular preven\u00e7\u00e3o ao consumo de \u00e1lcool entre os adolescentes"},"content":{"rendered":"<p>A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) divulgou nesta segunda-feira (6), um documento com uma s\u00e9rie de recomenda\u00e7\u00f5es para o estimulo \u00e0 preven\u00e7\u00e3o ao consumo de \u00e1lcool entre os mais jovens. O texto, intitulado <strong><a href=\"http:\/\/www.sbp.com.br\/src\/uploads\/2017\/02\/N-ManOrient-Alcoolismo.pdf\" target=\"_blank\">Guia Pr\u00e1tico de Orienta\u00e7\u00e3o: Bebidas alco\u00f3licas e preju\u00edzos \u00e0 sa\u00fade da crian\u00e7a e do adolescente<\/a><\/strong>, tem como p\u00fablico alvo gestores, m\u00e9dicos, pais e educadores e traz alertas sobre os dist\u00farbios causados pelo consumo precoce de bebidas alco\u00f3licas.<\/p>\n<p>\u201cEste \u00e9 um fen\u00f4meno mundial. As mudan\u00e7as nas rela\u00e7\u00f5es sociais, o acesso f\u00e1cil \u00e0s bebidas e a fragilidade das pol\u00edticas p\u00fablicas que se ocupam da quest\u00e3o constroem o cen\u00e1rio ideal para essas distor\u00e7\u00f5es que afetam a vida de milh\u00f5es de pessoas. S\u00e3o crian\u00e7as e adolescentes e seus familiares que precisam de toda a ajuda poss\u00edvel. Os pediatras esperam que o tema seja colocado em evid\u00eancia. No debate, a sociedade poder\u00e1 encontrar uma ou v\u00e1rias respostas\u201d, disse a presidente da SBP, Luciana Rodrigues Silva.<\/p>\n<p>O Guia, elaborado pelo Departamento Cient\u00edfico de Adolesc\u00eancia da SBP, ser\u00e1 disponibilizado aos m\u00e9dicos e \u00e0 sociedade. As conclus\u00f5es ser\u00e3o tamb\u00e9m encaminhadas aos Minist\u00e9rios da Sa\u00fade, da Justi\u00e7a, do Desenvolvimento Social, do Esporte e da Educa\u00e7\u00e3o, na expectativa de estimular a manifesta\u00e7\u00e3o do Poder Executivo por meio das a\u00e7\u00f5es sugeridas. Os deputados e senadores, bem como a Procuradoria Geral da Rep\u00fablica (PGR) e o Conselho Nacional de Justi\u00e7a (CNJ) tamb\u00e9m ser\u00e3o acionados.<\/p>\n<p>A concep\u00e7\u00e3o e finaliza\u00e7\u00e3o coube ao grupo formado pela Alda Elizabeth Boehler Iglesias Azevedo (presidente); Evelyn Eisenstein (secret\u00e1ria); Beatriz Bermudez, Elizabeth Cordeiro Fernandes, Halley Oliveira, Lilian\u00a0 Day Hagel, Patr\u00edcia Regina Guimar\u00e3es e Tamara Goldberg (membros do Comit\u00ea Cient\u00edfico); e Carmen L\u00facia de Almeida Santos, Darlan Correa Dias,\u00a0\u00a0 Jo\u00e3o Paulo Lotufo e Monica Borile (colaboradores).<\/p>\n<p><strong>Recomenda\u00e7\u00f5es<\/strong> &#8211; Entre as recomenda\u00e7\u00f5es da SBP aos gestores, constam a ado\u00e7\u00e3o de medidas para proibir a efetiva venda de qualquer bebida alco\u00f3lica, para crian\u00e7as e adolescentes; a cria\u00e7\u00e3o de restri\u00e7\u00f5es ao marketing das bebidas alco\u00f3lica, inclusive da cerveja; a implementa\u00e7\u00e3o com urg\u00eancia das pol\u00edticas de regula\u00e7\u00e3o da propaganda, independente das ind\u00fastrias e pontos comerciais das bebidas alco\u00f3licas; e a proibi\u00e7\u00e3o ao patroc\u00ednio e venda em atividades e eventos culturais, esportivos e art\u00edsticos que envolvam a participa\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as e adolescentes.<\/p>\n<p>Aos m\u00e9dicos, o texto sugere que abordem o tema durante a consulta, introduzindo a quest\u00e3o do uso de quaisquer drogas e \u00e1lcool na rotina de atendimento \u00e0s fam\u00edlias, como uma oportunidade de estimular o di\u00e1logo e a orienta\u00e7\u00e3o sobre a preven\u00e7\u00e3o dos riscos. Tamb\u00e9m se pede que expliquem aos pacientes e familiares as poss\u00edveis consequ\u00eancias do uso e da mistura do teor\/quantidade\/qualidade das bebidas alco\u00f3licas, al\u00e9m de esclarecer \u00e0 sociedade sobre os mitos e mensagens distorcidas de marketing, que envolvem o uso das drogas e do \u00e1lcool em diferentes contextos sociais e sua rela\u00e7\u00e3o com viol\u00eancia, mortes precoces e doen\u00e7as.<\/p>\n<p>J\u00e1 para os pais e educadores \u00e9 sugerido evitar o consumo de bebidas alco\u00f3licas durante todo o per\u00edodo da gesta\u00e7\u00e3o e amamenta\u00e7\u00e3o; alertar sobre as consequ\u00eancias do uso precoce do \u00e1lcool e de outras drogas legais e ilegais no corpo humano, especialmente durante as fases de crescimento e desenvolvimento cerebral das crian\u00e7as e adolescentes; evitar a glamoriza\u00e7\u00e3o das \u201cbebedeiras\u201d nas festas de fam\u00edlia e a no\u00e7\u00e3o de que \u201cbeber cedo \u00e9 motivo de orgulho\u201d para os pais, que \u00e9 a distor\u00e7\u00e3o do modelo referencial sobre as culturas das fam\u00edlias.<\/p>\n<p>Esse grupo \u00e9 ainda chamado a proibir a oferta e o consumo de bebidas alco\u00f3licas em festas de anivers\u00e1rio e outras celebra\u00e7\u00f5es que tenham a participa\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as e adolescentes. A publica\u00e7\u00e3o destaca ainda a import\u00e2ncia de refor\u00e7ar o papel dos pais e as regras de conv\u00edvio familiar.<\/p>\n<p><strong>Diagn\u00f3stico do problema<\/strong> &#8211; O \u00e1lcool \u00e9 uma subst\u00e2ncia psicotr\u00f3pica legalizada e mais utilizada por adolescentes no Brasil e no mundo. O consumo nesse grupo \u00e9 preocupante, tanto por sua maior tend\u00eancia \u00e0 impulsividade quanto pelo preju\u00edzo ao desenvolvimento cerebral, o que causar\u00e1 repercuss\u00f5es na vida adulta. Al\u00e9m disso, a ingest\u00e3o tende a ocorrer em conjunto com outros fatores danosos para a sa\u00fade, como uso de tabaco e de drogas il\u00edcitas, al\u00e9m de comportamentos sexuais de risco.<\/p>\n<p>O s motivos que elevam o uso dessas subst\u00e2ncias s\u00e3o diversos e complexos, segundo os especialistas. Alguns est\u00e3o relacionados \u00e0 sensa\u00e7\u00e3o juvenil de onipot\u00eancia, por desafio \u00e0 estrutura familiar e social, \u00e0 curiosidade e impulsividade; outros pela press\u00e3o e necessidade de aceita\u00e7\u00e3o pelos pares e busca de novas experi\u00eancias, ou mesmo por baixa autoestima.<\/p>\n<p>Os adolescentes constituem grupo de risco peculiar em dois aspectos principais: \u00e9poca de in\u00edcio do consumo e a forma como bebem. A precocidade da ingest\u00e3o \u00e9 um dos fatores preditores mais relevantes: quanto menor a idade de in\u00edcio, legalizada ou n\u00e3o, maiores as possibilidades de se tornar um usu\u00e1rio contumaz ou dependente ao longo da vida. Ressalte-se que o consumo antes dos 16 anos aumenta significativamente o risco de beber em excesso na idade adulta, em ambos os sexos.<\/p>\n<p>De acordo com estudos internacionais, adolescentes escolares revelam que 39,2% experimentaram \u00e1lcool pela primeira vez em casa, com familiares, muitos entre 12 a 13 anos. Quanto \u00e0 forma de beber, 90% do abuso de \u00e1lcool por adolescentes acontecem de maneira intensa e \u00fanica, ou seja, pela ingest\u00e3o de cinco ou mais doses na mesma ocasi\u00e3o. Foi o que mostrou pesquisa realizada nos Estados Unidos.<\/p>\n<p>Quanto ao consumo de drogas, anterior \u00e0 ingest\u00e3o de bebidas, outro estudo evidenciou que os jovens apontaram como principal motiva\u00e7\u00e3o a curiosidade (18,5%), divers\u00e3o e prazer (15,4%), influ\u00eancia de amigos ou namorado\/a (7,7%); ou al\u00edvio do estresse di\u00e1rio (6,2%). Por outro lado, 52,3% relataram nunca terem utilizado outras subst\u00e2ncias, al\u00e9m de bebida alco\u00f3lica.<\/p>\n<p>Dentre os motivos indicados para a n\u00e3o utiliza\u00e7\u00e3o, os adolescentes apontaram que drogas n\u00e3o s\u00e3o importantes em sua vida (36,9%), o medo das consequ\u00eancias (16,9%), e uma menor parcela (3,1%) atribuiu \u00e0 influ\u00eancia religiosa ou medo da fam\u00edlia descobrir.<\/p>\n<p><strong>Situa\u00e7\u00e3o nacional<\/strong> &#8211; No Brasil, o problema \u00e9 grave, conforme mostram 28 estudos populacionais realizados na popula\u00e7\u00e3o que est\u00e1 na faixa de 10 a 19 anos. As Pesquisas Nacionais de Sa\u00fade do Escolar (PeNSE) apontou consumo de \u00e1lcool de 27,3%, na edi\u00e7\u00e3o de 2009, e de 26,1%, em 2012, sendo que cerca de 75% dos adolescentes \u2013 de 13 a 15 anos \u2013 j\u00e1 haviam experimentado \u00e1lcool alguma vez. Desse total, 25% haviam relatado uso regular nos 30 dias anteriores \u00e0 coleta dos dados, inclusive com epis\u00f3dios de embriaguez; e 9% assumiram problemas com a bebida.<\/p>\n<p>J\u00e1 o 6\u00ba Levantamento Nacional sobre o Consumo de Drogas Psicotr\u00f3picas entre Estudantes do Ensino Fundamental e M\u00e9dio das Redes P\u00fablica e Privada, registra o fen\u00f4meno e detalha sua propor\u00e7\u00e3o em diferentes faixas de idade: 15,4% (de 10 a 12 anos); 43,6% (de 13 a15 anos) e 65,3% (de 16 a 18 anos). Neste estudo, realizado em 2010, nas 27 capitais brasileiras, junto a 50.890 estudantes, 60,5% declararam ter consumido \u00e1lcool, sendo mais de um quinto (21,1%) no m\u00eas da pesquisa.<\/p>\n<p>Em 2016, o Estudo de Riscos Cardiovasculares em Adolescentes (ERICA), que avaliou 74.589 adolescentes em 124 munic\u00edpios brasileiros, observou preval\u00eancia elevada e in\u00edcio precoce do uso do \u00e1lcool. Cerca de 20% tinham consumido bebidas alco\u00f3licas pelo menos uma vez nos \u00faltimos 30 dias e, desses, aproximadamente 66% o fizeram em uma ou duas ocasi\u00f5es no per\u00edodo.<\/p>\n<p>Entre os usu\u00e1rios, 24,1% beberam pela primeira vez antes de 12 anos de idade. O levantamento indica ainda os tipos de bebidas mais consumidas, segundo os entrevistados: drinques com vodca, rum ou tequila e a cerveja. Outro dado que os estudos revelam \u00e9 a mudan\u00e7a de prefer\u00eancia por tipo de bebida.<\/p>\n<p>Segundo o Levantamento Nacional de \u00c1lcool e Drogas a prefer\u00eancia \u00e9 pela cerveja (cerca de 50,0%) seguida pelo vinho (cerca de 35,0%), exceto nas regi\u00f5es Centro-Oeste, Sudeste e Sul, onde predominam destilados (vodca, rum e tequila). Mesmo no Norte e Nordeste, o uso de drinques \u00e0 base de destilados ficou em segundo lugar, independentemente do sexo enquanto no Sul, o vinho ficou em terceiro (cerca de 13,0%). Portanto, existe prov\u00e1vel mudan\u00e7a para bebidas de alto teor alco\u00f3lico entre os adolescentes.<\/p>\n<p>Na vis\u00e3o dos pediatras, uma explica\u00e7\u00e3o para essa mudan\u00e7a seria a busca de maior efeito com menores quantidades, principalmente pela maior concentra\u00e7\u00e3o alco\u00f3lica dos destilados, em torno de 40,0%, e o sabor mais atraente que a mistura com refrigerantes, sucos e bebidas l\u00e1cteas. O <em>Kit da balada<\/em> (vodka com energ\u00e9tico) \u00e9 amplamente consumido e divulgado como se inofensivo, e muitas vezes se usa \u00e1lcool adulterado ou caseiro e os jovens de nada sabem.<\/p>\n<p><strong>Problema mundial<\/strong> &#8211; Segundo a Organiza\u00e7\u00e3o Mundial de Sa\u00fade (OMS), o consumo excessivo de \u00e1lcool no mundo \u00e9 respons\u00e1vel por 2,5 milh\u00f5es de perdas de vida a cada ano, percentual equivalente a 4% da mortalidade mundial. Tal fato demonstra que o \u00e1lcool est\u00e1 sendo mais letal que a S\u00edndrome de Imunodefici\u00eancia Adquirida (Aids) e a tuberculose. A OMS tamb\u00e9m estima que 76,3 milh\u00f5es de pessoas possuam diagn\u00f3stico de consumo abusivo de \u00e1lcool.<\/p>\n<p>Na Espanha,\u00a0 85% dos alunos adolescentes entrevistados j\u00e1 experimentaram um ou v\u00e1rios tipos de bebida alco\u00f3lica, conforme revelam estudos locais. No Health Behavior in School-Aged Children (HBSC) participantes com 11 a 15 anos de 41 pa\u00edses e regi\u00f5es da Europa e Am\u00e9rica do Norte, indicaram consumo semanal entre nenhum a 59,0%, dependendo do pa\u00eds, sexo e faixa et\u00e1ria.<\/p>\n<p>O uso do \u00e1lcool nos \u00faltimos 30 dias, por adolescentes de pa\u00edses na Am\u00e9rica Latina foi vari\u00e1vel, sendo encontrado na Argentina (25,5%), Uruguai (17,7%) e Peru (17,3%). Todos esses n\u00fameros e percentuais apontam a exist\u00eancia de um problema de sa\u00fade p\u00fablica mundial. As consequ\u00eancias se refletem em outros indicadores.<\/p>\n<p>O consumo abusivo e precoce \u00e9 um dos respons\u00e1veis pelo aumento dos \u00f3bitos por causas externas (acidentes e viol\u00eancia) em todo o mundo, principalmente entre adolescentes. Al\u00e9m disso, costuma haver um efeito multiplicador, em que o consumo de uma subst\u00e2ncia eleva o risco para outras, como o tabagismo. Trata-se de um problema de escala global, com registros em todos os continentes.<\/p>\n<p><strong>Papel da fam\u00edlia<\/strong> \u2013 A falta de di\u00e1logo sobre o tema contribui para a incid\u00eancia do problema. Em muitos lares, tal subst\u00e2ncia n\u00e3o \u00e9 vista como fator de risco, mas elemento cultural e agregador, sendo comum que adultos ofere\u00e7am vinho dilu\u00eddo com \u00e1gua as crian\u00e7as.<\/p>\n<p>Os dados revelam ainda que os pais brasileiros n\u00e3o conversam com os filhos sobre o \u00e1lcool. Quase metade desses pais (48%) considerava o filho muito novo para isso, apesar de a m\u00e9dia de idade considerada ideal para a conversa ter sido nove anos. Vinte e dois por cento disseram n\u00e3o saber como conversar, 15% afirmaram confiar nos filhos e 9% alegaram achar estranho ou sentir vergonha de dialogar.<\/p>\n<p>Em situa\u00e7\u00f5es onde h\u00e1 aus\u00eancia de limites, descumprimento de regras, car\u00eancia de hierarquia, de afeto e apoio, existe a fragiliza\u00e7\u00e3o dos adolescentes, que tendem a preencher essas lacunas na conviv\u00eancia com amigos pr\u00f3ximos ou novas amizades. O fato de os adolescentes considerarem que 93% dos pais ficariam chateados caso chegassem alcoolizados em casa, enfatiza a fam\u00edlia como espa\u00e7o de prote\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Fatores de risco<\/strong> &#8211; Evid\u00eancias cient\u00edficas apontam que as caracter\u00edsticas ou situa\u00e7\u00f5es que podem elevar a probabilidade ou agravamento \u00e0 sa\u00fade, conhecidos por fatores de risco, no caso de problemas com o \u00e1lcool, destacam-se: gen\u00e9tica, transtornos psiqui\u00e1tricos, falta de monitoramento dos pais e disponibilidade do \u00e1lcool. Vale ressaltar que os fatores de risco n\u00e3o s\u00e3o necessariamente iguais para todos, podendo variar conforme a personalidade, a fase do desenvolvimento e o ambiente em que os jovens est\u00e3o inseridos.<\/p>\n<p>Os efeitos danosos do \u00e1lcool repercutem na neuroqu\u00edmica de \u00e1reas cerebrais ainda em desenvolvimento, associadas a habilidades cognitivo-comportamentais, resultando em desajuste social e atraso na aquisi\u00e7\u00e3o de habilidades pr\u00f3prias da adolesc\u00eancia, alerta a Sociedade Brasileira de Pediatria.<\/p>\n<p>O Instituto Nacional de Abuso de \u00c1lcool e Alcoolismo (NIAAA) dos Estados Unidos descreve algumas das graves consequ\u00eancias em crian\u00e7as e adolescentes. Por exemplo, bebida alco\u00f3lica est\u00e1 mais associada \u00e0 morte do que todas as subst\u00e2ncias psicoativas il\u00edcitas, em conjunto. Os acidentes automobil\u00edsticos associados ao \u00e1lcool s\u00e3o a principal causa de morte em jovens de 16 a 20 anos, mais que o dobro da preval\u00eancia entre os maiores de 21 anos.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, estar alcoolizado aumenta a chance de atividades sexuais sem prote\u00e7\u00e3o, de viol\u00eancia sexual, maior exposi\u00e7\u00e3o \u00e0s infec\u00e7\u00f5es sexualmente transmiss\u00edveis e a risco de gravidez. Existe tamb\u00e9m associa\u00e7\u00e3o entre uso de \u00e1lcool, maconha e comportamentos sexuais de risco: in\u00edcio precoce, sem preservativos e explora\u00e7\u00e3o sexual comercializada.<\/p>\n<p>Outro problema decorrente \u00e9 que a depend\u00eancia de \u00e1lcool leva a d\u00e9ficit de mem\u00f3ria e queda no rendimento escolar, o que pode diminuir a autoestima do jovem e levar ao envolvimento em cadeia com outras subst\u00e2ncias psicoativas, ao inv\u00e9s de motiv\u00e1-lo a diminuir ou interromper o uso. O uso precoce de bebidas alco\u00f3licas tamb\u00e9m pode ter consequ\u00eancias duradouras: aqueles que come\u00e7am antes dos 15 anos t\u00eam predisposi\u00e7\u00e3o quatro vezes maior de desenvolver depend\u00eancia em compara\u00e7\u00e3o aos que fizeram o primeiro uso com 20 anos ou mais.<\/p>\n<p>Fonte: SBP<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) divulgou nesta segunda-feira (6), um documento com uma s\u00e9rie de recomenda\u00e7\u00f5es para o estimulo [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_expiration-date-status":"saved","_expiration-date":0,"_expiration-date-type":"","_expiration-date-categories":[],"_expiration-date-options":[]},"categories":[1],"tags":[],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.cremeb.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12773"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.cremeb.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.cremeb.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cremeb.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cremeb.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=12773"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/www.cremeb.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12773\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":12780,"href":"https:\/\/www.cremeb.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12773\/revisions\/12780"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.cremeb.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=12773"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cremeb.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=12773"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cremeb.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=12773"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}