{"id":12769,"date":"2017-02-03T08:05:32","date_gmt":"2017-02-03T08:05:32","guid":{"rendered":"http:\/\/www.cremeb.org.br\/?p=12769"},"modified":"2017-02-06T13:10:29","modified_gmt":"2017-02-06T13:10:29","slug":"usuarios-do-sus-terao-que-informar-raca-e-cor-em-formularios-de-saude","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cremeb.org.br\/index.php\/noticias\/usuarios-do-sus-terao-que-informar-raca-e-cor-em-formularios-de-saude\/","title":{"rendered":"Usu\u00e1rios do SUS ter\u00e3o que informar ra\u00e7a e cor em formul\u00e1rios de sa\u00fade"},"content":{"rendered":"<p>A partir de agora todos os instrumentos de coleta de dados adotados pelos servi\u00e7os p\u00fablicos de sa\u00fade, como prontu\u00e1rios, formul\u00e1rios e cadastros, dever\u00e3o trazer a informa\u00e7\u00e3o sobre ra\u00e7a ou cor do usu\u00e1rio (paciente). A medida, publicada hoje (02\/02) no Di\u00e1rio Oficial da Uni\u00e3o, torna obrigat\u00f3ria a coleta e preenchimento do quesito ra\u00e7a\/cor em todos os sistemas de informa\u00e7\u00e3o utilizados pelo Sistema \u00danico de Sa\u00fade (SUS). Essa informa\u00e7\u00e3o dever\u00e1 ser coletada pelo profissional respons\u00e1vel pelo preenchimento, a partir da autodeclara\u00e7\u00e3o do usu\u00e1rio (paciente).<\/p>\n<p>Na pr\u00e1tica, <a href=\"http:\/\/pesquisa.in.gov.br\/imprensa\/jsp\/visualiza\/index.jsp?jornal=1&amp;pagina=62&amp;data=02\/02\/2017\" target=\"_blank\">a Portaria n\u00ba 344 de 1\u00ba de fevereiro de 2017<\/a> padroniza a coleta do dado sobre ra\u00e7a\/cor\u00a0nos sistemas de informa\u00e7\u00e3o em sa\u00fade, que dever\u00e3o seguir a classifica\u00e7\u00e3o do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE), que define cinco categorias autodeclaradas: branca, preta, amarela, parda e ind\u00edgena. Grande parte dos sistemas nacionais, como Sistemas de Informa\u00e7\u00f5es de Mortalidade (SIM) e de Informa\u00e7\u00f5es sobre Nascidos Vivos (SISNAC), j\u00e1 fazem a coleta dessa informa\u00e7\u00e3o. Com a publica\u00e7\u00e3o da Portaria, o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, estados e munic\u00edpios dever\u00e3o coletar, processar e analisar de forma qualificada e permanente os dados desagregados por ra\u00e7a\/cor.\u00a0 A medida vale tamb\u00e9m para pesquisas e servi\u00e7os de sa\u00fade conveniados ou contratados pelo SUS.<\/p>\n<p>A medida permitir\u00e1 a produ\u00e7\u00e3o de estudos mais detalhados do perfil epidemiol\u00f3gico e da situa\u00e7\u00e3o de sa\u00fade da popula\u00e7\u00e3o brasileira segundo crit\u00e9rios \u00e9tnicos e raciais.\u00a0 Para a secret\u00e1ria de Gest\u00e3o Estrat\u00e9gica e Participativa do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, Gerlane Baccarin, a publica\u00e7\u00e3o da Portaria ratifica os compromissos sanit\u00e1rios priorit\u00e1rios pactuados entre governo federal, estados e munic\u00edpios para melhoria da gest\u00e3o do SUS. \u201cEsse tipo de informa\u00e7\u00e3o \u00e9 fundamental para subsidiar o planejamento de pol\u00edticas p\u00fablicas que levem em conta as necessidades espec\u00edficas dos diferentes grupos populacionais. Especialmente em uma popula\u00e7\u00e3o t\u00e3o diversa como a brasileira. Agora teremos o desafio e a responsabilidade de capacitar gestores e profissionais de todo pa\u00eds respons\u00e1veis pela coleta de informa\u00e7\u00f5es sobre sa\u00fade.\u201d<\/p>\n<p>A previs\u00e3o \u00e9 que ap\u00f3s a publica\u00e7\u00e3o da Portaria, o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade em parceria com os Conselhos Nacionais de Secret\u00e1rios de Sa\u00fade (Conass) e de Secretarias municipais de Sa\u00fade (Conasems) que representam as esferas de gest\u00e3o estadual e municipal do SUS elaborem uma nota t\u00e9cnica de orienta\u00e7\u00f5es a como proceder a inclus\u00e3o e padroniza\u00e7\u00e3o do preenchimento do quesito ra\u00e7a\/cor nos sistema de informa\u00e7\u00e3o em sa\u00fade. Al\u00e9m de a\u00e7\u00f5es de capacita\u00e7\u00e3o\u00a0 divulga\u00e7\u00e3o e sensibiliza\u00e7\u00e3o dos profissionais sobre a import\u00e2ncia dessa informa\u00e7\u00e3o para melhoria das a\u00e7\u00f5es de sa\u00fade.<\/p>\n<p><strong>Sa\u00fade da Popula\u00e7\u00e3o Negra<\/strong> \u2013 Com a publica\u00e7\u00e3o da Portaria o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade passar\u00e1 a apresentar anualmente relat\u00f3rio sistematizado da situa\u00e7\u00e3o de sa\u00fade da popula\u00e7\u00e3o negra no Brasil. Medida que reafirma o compromisso da pasta em contribuir para a efetiva implementa\u00e7\u00e3o do programa de a\u00e7\u00e3o e atividades no \u00e2mbito da D\u00e9cada Internacional de Afrodescendentes, proclamada pela Assembleia Geral da ONU (Resolu\u00e7\u00e3o 68\/237) para o per\u00edodo de 2015 a 2024. Al\u00e9m de atender uma das diretrizes da Pol\u00edtica Nacional de Sa\u00fade Integral da Popula\u00e7\u00e3o Negra (a Portaria n\u00b0 992 de 13 de maio de 2009) que j\u00e1 apontava a necessidade de padroniza\u00e7\u00e3o e obrigatoriedade da coleta do quesito ra\u00e7a\/cor nos sistemas de informa\u00e7\u00e3o do SUS.<\/p>\n<p>Segundo IBGE, os negros representam 52% da popula\u00e7\u00e3o brasileira, considerando o somat\u00f3rio daqueles que se declararam pretos e pardos, no \u00faltimo Censo. Al\u00e9m disso, a popula\u00e7\u00e3o negra brasileira representa 74% dos usu\u00e1rios SUS, segundo estudo do Instituto de Pesquisas Econ\u00f4micas Aplicadas (IPEA). Por tanto, conhecer de forma mais detalhada as condi\u00e7\u00f5es de sa\u00fade da popula\u00e7\u00e3o negra \u00e9 imprescind\u00edvel para melhoria da qualidade de vida dessa popula\u00e7\u00e3o e redu\u00e7\u00e3o das desigualdades, j\u00e1 que o racismo \u00e9 sabidamente um fator que dificulta o acesso aos servi\u00e7os de sa\u00fade e impacta na qualidade do atendimento oferecido aos negros.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Fonte: Portal Sa\u00fade<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A partir de agora todos os instrumentos de coleta de dados adotados pelos servi\u00e7os p\u00fablicos de sa\u00fade, como prontu\u00e1rios, formul\u00e1rios [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_expiration-date-status":"saved","_expiration-date":0,"_expiration-date-type":"","_expiration-date-categories":[],"_expiration-date-options":[]},"categories":[1],"tags":[],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.cremeb.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12769"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.cremeb.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.cremeb.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cremeb.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cremeb.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=12769"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.cremeb.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12769\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":12770,"href":"https:\/\/www.cremeb.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12769\/revisions\/12770"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.cremeb.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=12769"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cremeb.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=12769"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cremeb.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=12769"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}