{"id":12105,"date":"2016-12-14T12:05:01","date_gmt":"2016-12-14T12:05:01","guid":{"rendered":"http:\/\/www.cremeb.org.br\/?p=12105"},"modified":"2016-12-15T19:24:30","modified_gmt":"2016-12-15T19:24:30","slug":"cfm-orienta-crms-sobre-o-uso-de-nome-social-por-medicos-transgeneros","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cremeb.org.br\/index.php\/noticias\/cfm-orienta-crms-sobre-o-uso-de-nome-social-por-medicos-transgeneros\/","title":{"rendered":"CFM orienta CRMs sobre o uso de nome social por m\u00e9dicos transg\u00eaneros"},"content":{"rendered":"<div>\n<p>Os m\u00e9dicos transg\u00eaneros podem usar seu nome social (como querem ser chamados) em documentos administrativos internos, em seus locais de atua\u00e7\u00e3o, desde que fa\u00e7am os pedidos junto aos gestores dos servi\u00e7os. O entendimento \u00e9 do Conselho Federal de Medicina (CFM), que analisou o tema a pedido de alguns profissionais.<\/p>\n<p>Contudo, a autarquia ressalta que essa mudan\u00e7a n\u00e3o pode ser estendida aos documentos que fazem a identifica\u00e7\u00e3o civil dos indiv\u00edduos. Ou seja, no caso de carteiras de identidade civil ou profissional (CRM) \u00e9 necess\u00e1ria autoriza\u00e7\u00e3o judicial. O entendimento, expresso em parecer da Coordenadoria Jur\u00eddica do CFM, j\u00e1 foi encaminhado aos 27 Conselhos Regionais de Medicina (CRMs) e serve como orienta\u00e7\u00e3o sobre como deve ser enfrentada a dificuldade relatada pelos m\u00e9dicos transg\u00eaneros para serem identificados em seus locais de trabalho.<\/p>\n<p>De acordo com o CFM, com base no <a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_Ato2015-2018\/2016\/Decreto\/D8727.htm\" target=\"_blank\">Decreto n\u00ba 8.727\/2016<\/a>, os profissionais podem requerer junto aos seus empregadores a altera\u00e7\u00e3o de documentos internos, privilegiando o seu nome social em lugar do seu nome civil. A norma, que foi editada pela Presid\u00eancia da Rep\u00fablica, em abril de 2016, \u201cdisp\u00f5e dobre o uso do nome social e reconhecimento da identidade de g\u00eanero de pessoas travestis e transexuais no \u00e2mbito da administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica federal direta, aut\u00e1rquica e fundacional\u201d.<\/p>\n<p>Para o CFM, a regra, que se aplica fundamentalmente \u00e0 administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica, permite o uso do nome social dos profissionais, ap\u00f3s solicita\u00e7\u00e3o, em crach\u00e1s, memorandos, of\u00edcios, identifica\u00e7\u00e3o nas folhas de ponto, contracheques dos servidores, etc., bem como os cadastros internos dos m\u00e9dicos inscritos.<\/p>\n<p>Assim, o ajuste torna poss\u00edvel que profissionais transg\u00eaneros possam ser identificados por colegas de trabalho e pacientes pelo nome com o qual querem ser conhecidos. Contudo, alerta o CFM, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel realizar a altera\u00e7\u00e3o desse nome na carteira de identifica\u00e7\u00e3o profissional, concedida pelos Conselhos de Medicina. Para proceder essa altera\u00e7\u00e3o o m\u00e9dico, deve obter autoriza\u00e7\u00e3o judicial, o que possibilita a mudan\u00e7a de todos os seus documentos de forma definitiva.<\/p>\n<p>Conforme esclarecido no Despacho da Coordena\u00e7\u00e3o Jur\u00eddica do CFM, a identifica\u00e7\u00e3o civil, que inclui a possibilidade de ser realizada via carteira profissional, \u00e9 mat\u00e9ria disciplinada por lei ordin\u00e1ria, mais especificamente a <a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_Ato2007-2010\/2009\/Lei\/L12037.htm\" target=\"_blank\">Lei n\u00ba 12.037\/2009<\/a>. A forma de eventual altera\u00e7\u00e3o do Registro Civil, de igual modo, tamb\u00e9m \u00e9 tem\u00e1tica tratada pela <a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/L6015original.htm\" target=\"_blank\">Lei n\u00ba 6.05\/73<\/a>, ou seja, por decis\u00e3o judicial.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Fonte: CFM | Portal M\u00e9dico<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os m\u00e9dicos transg\u00eaneros podem usar seu nome social (como querem ser chamados) em documentos administrativos internos, em seus locais de [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":12111,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_expiration-date-status":"saved","_expiration-date":0,"_expiration-date-type":"","_expiration-date-categories":[],"_expiration-date-options":[]},"categories":[1],"tags":[],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.cremeb.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12105"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.cremeb.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.cremeb.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cremeb.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cremeb.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=12105"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/www.cremeb.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12105\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":12110,"href":"https:\/\/www.cremeb.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12105\/revisions\/12110"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cremeb.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/12111"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.cremeb.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=12105"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cremeb.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=12105"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cremeb.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=12105"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}