{"id":10865,"date":"2016-10-24T14:03:02","date_gmt":"2016-10-24T14:03:02","guid":{"rendered":"http:\/\/www.cremeb.org.br\/?p=10865"},"modified":"2016-10-24T17:03:42","modified_gmt":"2016-10-24T17:03:42","slug":"associacao-de-hematologia-e-terapia-celular-esclarece-mitos-sobre-sindrome-mielodisplasica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cremeb.org.br\/index.php\/noticias\/associacao-de-hematologia-e-terapia-celular-esclarece-mitos-sobre-sindrome-mielodisplasica\/","title":{"rendered":"Associa\u00e7\u00e3o de Hematologia e Terapia Celular esclarece mitos sobre s\u00edndrome mielodispl\u00e1sica"},"content":{"rendered":"<p>As s\u00edndromes mielodispl\u00e1sticas (SMD), cuja data internacional de conscientiza\u00e7\u00e3o \u00e9 25 de outubro, s\u00e3o um grupo de doen\u00e7as hematol\u00f3gicas malignas que se iniciam na medula \u00f3ssea, nosso \u00f3rg\u00e3o hemoformador, respons\u00e1vel pela forma\u00e7\u00e3o do sangue. Por ser pouco conhecida pela popula\u00e7\u00e3o, a Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Hematologia, Hemoterapia e Terapia Celular (ABHH) divulga informa\u00e7\u00f5es de relev\u00e2ncia sobre a doen\u00e7a que afeta potencialmente pessoas acima dos 60 anos.<\/p>\n<p>\u201cA SMD tem como apresenta\u00e7\u00e3o cl\u00ednica mais comum a anemia. O indiv\u00edduo fica p\u00e1lido e se queixa de fraqueza, cansa\u00e7o aos esfor\u00e7os, peso nas pernas. A anemia no idoso \u00e9 considerada um problema de sa\u00fade p\u00fablica, pela sua alta preval\u00eancia. \u00c9 necess\u00e1ria, portanto, uma avalia\u00e7\u00e3o criteriosa e especializada, para afastar outras causas de anemia nesse grupo populacional, como as anemias carenciais e a anemia por doen\u00e7a cr\u00f4nica para confirma\u00e7\u00e3o do diagn\u00f3stico\u201d, explica S\u00edlvia Magalh\u00e3es, hematologista especializada no tratamento de SMD e diretora de comunica\u00e7\u00e3o da ABHH.<\/p>\n<p><strong>Confira os mitos e verdades sobre a SMD:<\/strong><\/p>\n<p>1.A SMD pode evoluir para outras doen\u00e7as. VERDADE. As c\u00e9lulas progenitoras acometidas podem sofrem sucessivos danos ao seu material gen\u00e9tico, comprometendo sua prolifera\u00e7\u00e3o e diferencia\u00e7\u00e3o, condi\u00e7\u00e3o que pode, em um ter\u00e7o dos casos, evoluir para leucemia aguda.<\/p>\n<p>2.A causa da doen\u00e7a \u00e9 conhecida. MITO. N\u00e3o se conhece a causa dessa doen\u00e7a em cerca de 90% dos casos (SMD prim\u00e1ria). Em aproximadamente 10% dos casos a doen\u00e7a se desenvolve ap\u00f3s exposi\u00e7\u00e3o pr\u00e9via a agentes quimioter\u00e1picos para tratamento de uma outra neoplasia pr\u00e9via (SMD secund\u00e1ria).<\/p>\n<p>3.Existe cura. SIM. Por\u00e9m o \u00fanico tratamento com potencial curativo \u00e9 o transplante de medula \u00f3ssea. Infelizmente, a falta de doador, a idade avan\u00e7ada e a presen\u00e7a de outras comorbidades limitam muito a disponibilidade para esse tratamento.<\/p>\n<p>4.O tratamento no Brasil \u00e9 acess\u00edvel como nos outros pa\u00edses. MITO. Para os pacientes com o tipo de SMD chamado \u201cdele\u00e7\u00e3o 5q\u201d o tratamento considerado de primeira linha no mundo \u00e9 a lenalidomida, com boa resposta em cerca de 70% dos casos. Essa droga, infelizmente, ainda n\u00e3o foi aprovada pela ag\u00eancia reguladora do Brasil, a Anvisa. Para pacientes com doen\u00e7a de mais alto risco de evolu\u00e7\u00e3o para leucemia aguda est\u00e1 indicada uma droga da classe dos hipometilantes (azacitidina e decitabina), aprovados no Brasil, mas n\u00e3o dispon\u00edveis para pacientes no \u00e2mbito do Sistema \u00danico de Sa\u00fade.<\/p>\n<p>5.O transplante de medula \u00f3ssea \u00e9 procedimento essencial para o tratamento. VERDADE. A indica\u00e7\u00e3o para o transplante de medula \u00f3ssea deve ser sempre considerada, em especial para pacientes mais jovens e com doen\u00e7as classificadas como de mais alto risco de evolu\u00e7\u00e3o para leucemia aguda.<\/p>\n<p>6.O paciente precisa realizar transfus\u00e3o de sangue? VERDADE. As transfus\u00f5es de sangue (hem\u00e1cias e plaquetas) s\u00e3o parte das medidas de suporte e fazem parte do tratamento de todos os pacientes. Um dos objetivos do tratamento \u00e9, al\u00e9m de melhorar a sobrevida, reduzir a necessidade transfusional e garantir melhor qualidade de vida aos pacientes.<\/p>\n<p>7.Uma pessoa com SMD pode ter uma boa qualidade de vida, desde que tenha acesso ao tratamento adequado. VERDADE. Com certeza n\u00e3o apenas qualidade de vida, mas tamb\u00e9m maior sobrevida. O ideal \u00e9 que todos os pacientes tenham acesso a um centro especializado e ao tratamento melhor indicado para seu caso, em tempo h\u00e1bil para se beneficiar.<\/p>\n<p><strong>Saiba mais sobre a ABHH &#8211; <\/strong>A Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Hematologia, Hemoterapia e Terapia Celular (ABHH) \u00e9 uma associa\u00e7\u00e3o privada para fins n\u00e3o econ\u00f4micos, de car\u00e1ter cient\u00edfico, social e cultural. A institui\u00e7\u00e3o congrega m\u00e9dicos e demais profissionais interessados na pr\u00e1tica hematol\u00f3gica e hemoter\u00e1pica de todo o Brasil. Hoje, a institui\u00e7\u00e3o conta com mais de dois mil associados.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Fonte: ABHH<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As s\u00edndromes mielodispl\u00e1sticas (SMD), cuja data internacional de conscientiza\u00e7\u00e3o \u00e9 25 de outubro, s\u00e3o um grupo de doen\u00e7as hematol\u00f3gicas malignas [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_expiration-date-status":"saved","_expiration-date":0,"_expiration-date-type":"","_expiration-date-categories":[],"_expiration-date-options":[]},"categories":[1],"tags":[],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.cremeb.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10865"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.cremeb.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.cremeb.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cremeb.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cremeb.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=10865"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.cremeb.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10865\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":10866,"href":"https:\/\/www.cremeb.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10865\/revisions\/10866"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.cremeb.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=10865"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cremeb.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=10865"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cremeb.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=10865"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}