{"id":10645,"date":"2016-10-17T10:00:16","date_gmt":"2016-10-17T10:00:16","guid":{"rendered":"http:\/\/www.cremeb.org.br\/?p=10645"},"modified":"2016-10-17T16:07:53","modified_gmt":"2016-10-17T16:07:53","slug":"defesa-profissional-diagnostico-nosologico-e-exclusivo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cremeb.org.br\/index.php\/noticias\/defesa-profissional-diagnostico-nosologico-e-exclusivo\/","title":{"rendered":"Defesa profissional &#8211; Diagn\u00f3stico nosol\u00f3gico \u00e9 exclusivo"},"content":{"rendered":"<div>O veto da ent\u00e3o presidente Dilma Roussef ao inciso I do artigo 4\u00ba da Lei 12.842\/2013, que previa como atividade privativa do m\u00e9dico o diagn\u00f3stico nosol\u00f3gico, causou um temor inicial de que outras categorias da sa\u00fade avan\u00e7assem sobre as atribui\u00e7\u00f5es dos m\u00e9dicos. Uma an\u00e1lise pormenorizada da lei e decis\u00f5es recentes da Justi\u00e7a mostraram que a apreens\u00e3o era infundada. Reiteradamente, o Poder Judici\u00e1rio brasileiro tem se posicionado a favor do entendimento de que o m\u00e9dico \u00e9 o \u00fanico profissional autorizado legalmente a realizar o diagn\u00f3stico de doen\u00e7as e prescrever tratamentos.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>A Lei n\u00ba 12.842\/2013, no par\u00e1grafo \u00fanico do artigo 4\u00ba, estabelece que diagn\u00f3stico nosol\u00f3gico \u00e9 a determina\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a e, no par\u00e1grafo \u00fanico do artigo 2\u00ba, que caber\u00e1 ao m\u00e9dico atuar na preven\u00e7\u00e3o, no diagn\u00f3stico e no tratamento de doen\u00e7as. Ou seja, o diagn\u00f3stico e a prescri\u00e7\u00e3o do tratamento s\u00e3o de compet\u00eancia restrita do m\u00e9dico. A categoria deixou de ter a compet\u00eancia privativa, mas manteve a exclusiva, que s\u00f3 poder\u00e1 ser compartilhada com outras profiss\u00f5es por meio de leis federais; nunca por resolu\u00e7\u00f5es de conselhos, leis municipais ou estaduais.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>\u201cNos dias atuais, \u00e9 poss\u00edvel concluir que somente o m\u00e9dico \u00e9 profissional habilitado legalmente para a realiza\u00e7\u00e3o de diagn\u00f3stico cl\u00ednico nosol\u00f3gico. Repita-se, nenhuma\u00a0outra profiss\u00e3o, seja qual for sua \u00e1rea de atua\u00e7\u00e3o, ligada ou n\u00e3o \u00e0 sa\u00fade, possui na legisla\u00e7\u00e3o regulamentadora autoriza\u00e7\u00e3o expressa para realiza\u00e7\u00e3o do diagn\u00f3stico nosol\u00f3gico\u201d, assegura parecer da Coordenadoria Jur\u00eddica do Conselho Federal de Medicina (CFM).<\/div>\n<div><\/div>\n<div>\u201cOs m\u00e9dicos continuam a ser respons\u00e1veis pelo diagn\u00f3stico de doen\u00e7as e prescri\u00e7\u00e3o de tratamentos, sendo que os outros profissionais atuar\u00e3o unicamente dentro do escopo de suas respectivas legisla\u00e7\u00f5es e conforme jurisprud\u00eancia dos Tribunais Superiores\u201d, afirma o presidente do CFM Carlos Vital. E este tem sido o entendimento acolhido pela Justi\u00e7a.<\/div>\n<div><\/div>\n<div><strong>Decis\u00e3o \u2013<\/strong> Uma importante vit\u00f3ria obtida pelo CFM na defesa do ato m\u00e9dico foi a decis\u00e3o da ju\u00edza Edna M\u00e1rcia Silvia Medeiros em a\u00e7\u00e3o civil p\u00fablica proposta pelo Conselho Federal de Farm\u00e1cia (CFF) que questionava a Resolu\u00e7\u00e3o CFM n\u00ba 2.074\/2014, disciplinadora das responsabilidades dos m\u00e9dicos e laborat\u00f3rios de citopatologia.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>\u201cMuito embora a mesma Lei n\u00ba 12.842\/2013 estipule que a realiza\u00e7\u00e3o de exames citopatol\u00f3gicos e a emiss\u00e3o dos correspondentes laudos n\u00e3o sejam atos privativos de m\u00e9dico (art. 4\u00b0, \u00a7 5\u00b0, VII), tamb\u00e9m ela registra que apenas o m\u00e9dico pode estabelecer o diagn\u00f3stico das doen\u00e7as. Logo, uma vez realizado o exame citopatol\u00f3gico e sendo ele positivo, \u00e9 \u00f3bvio que est\u00e1 inserida a\u00ed carga diagn\u00f3stica, cabendo exclusivamente ao profissional m\u00e9dico faz\u00ea-lo, em obedi\u00eancia \u00e0 Lei do Ato M\u00e9dico\u201d, decidiu a magistrada.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Em sua decis\u00e3o, a ju\u00edza argumenta que a Resolu\u00e7\u00e3o CFM n\u00ba 2.074\/2014 apenas cumpre os artigos 2\u00ba e 3\u00ba da Lei n\u00ba 12.842\/2013 (Ato M\u00e9dico), a qual determina que o m\u00e9dico desenvolver\u00e1 suas a\u00e7\u00f5es para, \u201cdentre outras coisas, estabelecer o diagn\u00f3stico e o tratamento de doen\u00e7as\u201d. Sendo assim, s\u00e3o atos privativos do m\u00e9dico a indica\u00e7\u00e3o de diagn\u00f3stico, a emiss\u00e3o<\/div>\n<div>\nde laudos dos exames endosc\u00f3picos e de imagem, dos procedimentos diagn\u00f3sticos invasivos e dos exames anatomopatol\u00f3gicos e a determina\u00e7\u00e3o do diagn\u00f3stico nosol\u00f3gico.<\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div>Fonte: <a href=\"http:\/\/www.flip3d.com.br\/web\/pub\/cfm\/?numero=259&amp;edicao=3628\" target=\"_blank\">Jornal Medicina n\u00ba 259<\/a>\u00a0(CFM)<\/div>\n<div><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O veto da ent\u00e3o presidente Dilma Roussef ao inciso I do artigo 4\u00ba da Lei 12.842\/2013, que previa como atividade [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":10646,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_expiration-date-status":"saved","_expiration-date":0,"_expiration-date-type":"","_expiration-date-categories":[],"_expiration-date-options":[]},"categories":[1],"tags":[],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.cremeb.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10645"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.cremeb.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.cremeb.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cremeb.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cremeb.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=10645"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.cremeb.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10645\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":10647,"href":"https:\/\/www.cremeb.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10645\/revisions\/10647"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cremeb.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/10646"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.cremeb.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=10645"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cremeb.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=10645"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cremeb.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=10645"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}