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Protocolo alerta para tratamento e notificações em casos de SRAG e Influenza

3 de junho de 2019

Focada em intensificar as ações de vigilância da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), a Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab), por meio da Diretoria de Vigilância Epidemiológica, emitiu um alerta às equipes de saúde para atenção nas ações diante dos casos suspeitos de SRAG. O documento menciona também a preparação das equipes para a sazonalidade de Influenza.

Dentre as orientações propostas, a pasta destaca que desde dezembro de 2018, as notificações de casos devem ser relatadas no novo sistema SIVEP GRIPE, em substituição ao SINAN INFLUENZA WEB, para possibilitar o monitoramento dos casos e da ocorrência de óbitos, visando direcionamento das medidas de prevenção e controle. O alerta traz ainda um quadro explicativo com a definição de caso de síndrome gripal e definição de caso de SRAG, além orientar quanto ao uso da medicação fosfato de Oseltamivir (Tamiflu®).

Clique aqui e acesse o documento na íntegra, que versa também sobre recomendações e medidas de prevenção.

Registros em 2019 

Na Bahia, até a semana epidemiológica 18 (02/05/2019), foram notificados 250 casos de SRAG, representando 71,6% de redução em relação ao mesmo período de 2018. Verificou-se que 21 casos foram confirmados para Influenza, 38 por outros vírus respiratórios e 84 com amostras negativas. Ressalta-se que 107 casos se encontram em investigação. Foram registrados 08 óbitos por SRAG, sendo 01 por Influenza A H1N1 (positivo também para Metapneumovírus, residente em Salvador), 01 por Parainfluenza1 e em 6 óbitos não houve identificação de vírus respiratórios.

Dentre os 21 casos confirmados para Influenza, 08 foram ocasionados pelo vírus Influenza A H1N1, 05 Influenza A H3N2, 02 Influenza A não subtipados e 06 por Influenza B. Foram identificados outros vírus respiratórios dentre as amostras positivas dos casos investigados a saber: Vírus Sincicial Respiratório (12), Parainfluenza1 (02), Parainfluenza3 (02), Adenovírus (02) e Metapneumovírus (20).

Protocolo de Tratamento de Influenza 2017

Elaborado pelo Ministério da Saúde, em parceria com diversas entidades médicas, o Protocolo orienta médicos e equipes de saúde quanto ao manejo clínico, definições de caso, o uso de antivirais, controle de infecção relacionada à assistência à saúde, vacina e outras situações.

Quanto à medicação, por exemplo, além dos medicamentos sintomáticos e da hidratação, está indicado o uso de fosfato de oseltamivir para todos os casos de síndrome gripal que tenham condições e fatores de risco para complicações, independentemente da situação vacinal, mesmo em atendimento ambulatorial.

Vale lembrar que o fosfato de oseltamivir está disponível no SUS e, segundo a Vigilância Epidemiológicas, será entregue em locais estratégicos de acordo com a organização regional ou municipal.

Mais informações, incluindo indicações para internações, estão disponíveis no protocolo, que pode ser consultado no Protocolo de Tratamento da Influenza de 2017, disponível clicando aqui.

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