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Futuro Ministro da Saúde, Mandetta reúne com CRM’s e representantes da classe médica

21 de dezembro de 2018

Representantes dos Conselhos Regionais de Medicina, do Conselho Federal de Medicina (CFM) e de demais entidades médicas debateram os desafios da assistência de Saúde no país com o futuro Ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, na tarde e noite de quarta-feira (19), na sede do CFM, em Brasília.

“Um dos louváveis pontos que me chamou atenção foi a disponibilidade do novo ministro em dividir com nós, médicos, as questões da Saúde, já que fomos relegados a meros espectadores nos últimos 16 anos”, pontua o conselheiro Otávio Marambaia, representante da Bahia no Federal. Segundo vice-presidente do CFM e conselheiro do Cremeb, Dr. Jecé Brandão também esteve presente no encontro.

Diante de mais de 150 médicos presidentes e representantes de sociedades de especialidades, sindicais e Associação Médica Brasileira (AMB), o novo Ministro fez uma avaliação da situação caótica do Ministério da Saúde e da saúde pública e conclamou a todas as entidades médicas e sociedades de especialidades a colaborarem com o esforço de reestruturação da gestão.

“O desafio da Saúde brasileira é enorme. Não se faz saúde só com médicos, mas não se pode ter um Ministério da Saúde sem uma presença maciça destes profissionais. Simbolizo aqui o fim dessa ruptura política de se fazer políticas de Saúde sem envolver os médicos”, disse Mandetta, se referindo à prática dos governos federais nos últimos dezesseis anos.

Dentre as situações e demandas pontuadas pelo novo ministro, destacam-se a remuneração do trabalho médico; atenção básica; queda dos índices vacinais; aumento da mortalidade materno/infantil; atendimento da média e alta complexidade; e novas tecnologias e estratégias para fixação do médico em regiões distantes do país em ações permanentes (carreira de estado).

Na oportunidade, foi debatido também o Programa Mais Médicos, onde o futuro ministro revelou ter expectativa de que seja mantido com a participação de profissionais brasileiros, e sobre o subfinanciamento do SUS. “Teremos um ministro que conhece o estado crítico da nossa saúde, tem qualificação técnica e da gestão pública, além de ter sido durante os últimos anos um persistente defensor da gestão transparente no SUS”, mencionou o conselheiro Otávio Marambaia.

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